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Palavras pela emoção

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Na terceira tertúlia Jornalismo&Literatura discordou-se sobre a importância política da arte, mas concordou-se que nenhuma comunicação é eficaz sem emoções

Do teatro, à pintura, passando pelo jornalismo, nada se faz sem emoções. Embora nem sempre passem pela palavra.

A artista plástica Ana Vidigal defende que "a arte não muda nada", embora espere "provocar uma reacção qualquer" com o seu trabalho. Apelidada de feminista devido a algumas das suas obras, Ana Vidigal garante que nunca as fez com essa intenção. E é por isso que se considera apolítica na sua forma de trabalhar.

Uma ideia rejeitada pela encenadora Filomena Oliveira, para quem "o teatro é a arte da cidade, da polis, do lugar onde nos reunimos para viver em conjunto". Por isso, "o teatro é sempre político".

Mas porque será que uma tertúlia que tinha como tema "Exprimir emoções - com e para além da palavra" se transformou numa tertúlia sobre política? Talvez porque, diz o jornalista e poeta José Carlos Vasconcelos, o jornalismo seja "um retrato da realidade em movimento" e o país esteja a passar por um momento em que a política nos causa emoções fortes.

E como "o bom jornalismo é também o jornalismo literário", deixou de ser "pecado" admitir que a comunicação é mais eficaz quando desperta emoções.  

Esta foi a terceira de um ciclo de tertúlias dedicadas ao Jornalismo e Literatura, com organização do Clepul (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias), núcleo de Jornalismo e Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e apoio da revista VISÃO. As tertúlias regressarão depois do verão, em outubro.