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Afinal, há ou não uma “bolha” no mercado imobiliário português?

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Há quem ache que sim, mas a Quintela e Penalva Real Estate defende que "não há bolha". E justifica que o aumento da procura coloca pressão sobre os preços.

A Quintela e Penalva é peremptória na resposta à pergunta que, com a desaceleração do mercado, muitos começam a fazer: “não há bolha”. E explica que, apesar de o FMI referir a existência de “nuvens no horizonte a médio prazo” e de o banco alemão Commerzbank afirmar que “é uma questão de tempo” até a bolha imobiliária existente na Europa “rebentar”, o mercado de investimento imobiliário português continua muito atrativo, tendo, inclusivamente, a PWC identificado Lisboa como o destino mais competitivo para o investimento imobiliário em 2019. “O facto de existirem alguns apartamentos vendidos a preços de Londres e de Paris, acima de 12.000 euros/m2, isso não torna o mercado especulativo. A média dos preços em Lisboa anda pelos 3.500 euros/m2, um valor reduzido no contexto das capitais europeias”, defende Francisco Quintela, managing partner da QP.
É um facto que o preço das casas disparou nos últimos anos, mas Francisco Quintela esclarece que, “dado o congelamento do mercado de arrendamento e devido a uma procura (nomeadamente internacional) pouco dinâmica, o ponto de partida de preços era bastante baixo. A subida de preços deve-se, sobretudo, a uma maior procura, em quantidade e em qualidade – por novas ocupações de espaços como co-work, residências universitárias, turismos em diversas variantes – que, por sua vez, criou pressão sobre os preços”.
A procura é notória, tanto por edifícios para reabilitação, como por terrenos para construção nova, e tanto nacional como internacional, mas a oferta tem demorado mais tempo a reagir e a surgir. “Uma maior oferta ajudaria a estabilizar os preços. A dinâmica tem também o impulso resultante dos benefícios disponíveis aos investidores estrangeiros: Golden Visa e RNH. Mas o principal constrangimento para isso está na celeridade – ou falta dela – da emissão das licenças de construção”, explica ainda o responsável, acrescentando que “hoje há mais áreas a beneficiar do fenómeno da reabilitação e construção, e em paralelo da melhoria das condições infraestruturais que naturalmente acompanham este crescimento. Mas, a nosso ver, deve haver uma eficaz intervenção pública, maximizando os bens e espaços públicos disponíveis para oferta, que pode ser de qualidade, mas a preços mais acessíveis (permitindo menor taxa de esforço dos orçamentos familiares). O Estado não se deve demitir da sua obrigação constitucional, fazendo-o não contra, mas com a ajuda dos privados, aproveitando a dinâmica do mercado imobiliário nacional”.