Ingrid Betancourt é ainda casada com o publicitário Juan Carlos Lecompte. Antiga refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) iniciou no ano passado o processo de "separação de facto", pouco depois da sua libertação.

Outra das causas indicadas para o divórcio será o "incumprimento dos deveres conjugais" .

Depois de se ter oferecido para o seu lugar quando Ingrid Betancourt estava refém, de ter tatuado o seu rosto no ombro, Juan Carlos Lecompte disse à revista Caras da Colômbia que a única coisa que recebeu foi "ingratidão".

Betancourt, depois de ter sido resgatada a 2 de Julho de 2008, foi morar para Paris sem o marido.

A publicação do livro "Fora de cativeiro", escrita pelo luso-americano Marc Gonçalves e por dois norte-americanos Thomas Howes e Keith Stansell que foram libertados no mesmo dia que Ingrid Betancourt foi solta, terá estimulado a decisão de Lecompte.

No livro, os autores relatam alegadas infidelidades de Betancourt com o político Luís Eladio Peres e com o luso-americano Marc Gonçalves.

"Depois de tudo isto, Juan Carlos Lecompte sentiu que tinha sido exposto a uma humilhação pública, devido à ampla difusão que teve esta informação tanto no país como no exterior", refere a última edição da revista Caras, tendo sido esta a razão que levou Lecompte a querer o divórcio.

No entanto, o advogado de Betancourt considera "um ultraje" a informação que circula, uma vez que a sua cliente "tem direito ao seu bom nome."

Na revista colombiana lê-se ainda que Betancourt "respondeu com a mesma moeda e acusou Lecompte de lhe ter sido infiel na época em que ela estava raptada e acrescentou outro argumento, alegando consumo de substâncias alucinogéneas por parte do seu marido."

Há ainda rumores de um suposto romance entre Lecompte e uma jornalista mexicana e uma acusação de Betancourt que afirma que o ex-marido frequentava, com outros amigos, uma casa de massagens e serviços sexuais em Bogotá, na Colômbia.

O divórcio vai confrontar dois dos mais reconhecidos advogados do direito da família da Colômbia, Gabriel Devis-Morales, que vai defender Betancourt, e Helí Abel Torrado, advogado de Lecompte, que vão travar uma "dura batalha legal para que o juíz decida a favor da parte que representam", acrescenta a publicação.

Caso algum dos envolvidos não fique satisfeito com a deliberação judicial, poderá posteriormente recorrer à Divisão de Família do Supremo Tribunal de Bogotá.