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Quem são os estrangeiros que mais compram casas em Portugal

Imobiliário

António Manuel Campiso Rocha

Franceses, ingleses e brasileiros estão no topo da lista

Entre janeiro e junho de 2019 os franceses foram os estrangeiros que mais investiram no imobiliário português, com uma representatividade de 21%. Seguem-se o Reino Unido e o Brasil, ambos com a mesma representatividade (18%), a Alemanha (9%) e a China (7%).

Os franceses continuam no top dos que mais investem em imobiliário português. Não há dúvida de que esta rota veio para ficar, e acentua-se a diversificação deste investimento, que não se centra apenas nas principais cidades. Com o aumento de preços nos grandes centros urbanos, há uma procura cada vez mais acentuada em zonas de menor densidade populacional” declarou, em comunicado, o Presidente da APEMIP, Luís Lima.

Os ingleses e os vistos gold

Sobre o investimento britânico, o representante das imobiliárias indicou ainda que é expectável que mantenha esta representatividade, mesmo com as dúvidas que o Brexit ainda gera.

“À data, aquando o referendo do Brexit, sentiu-se uma retracção deste investimento, com receio do que o futuro poderia reservar. No entanto neste momento, tal não se verifica, uma vez que a representatividade britânica tem vindo a crescer no investimento imobiliário", referiu Luís Lima,

Para o responsável, a lógica assenta na diversificação do investimento: "Os ingleses estão neste momento à procura de outros cestos para colocar os seus ovos, e o imobiliário português continua a ser um porto seguro de investimento. Ao contrário do que se poderá verificar noutros sectores de exportação, o imobiliário não deverá sentir com tanta intensidade os efeitos do Brexit. Tal como habitual, a procura continua a centrar-se maioritariamente no Algarve, no entanto, ainda que ténue, já se nota alguma curiosidade sobre outras regiões. No panorama imobiliário nacional, e tal como disse no dia do referendo, o programa de Autorização de Residência para Atividades de Investimento (Vistos Gold) poderá tornar-se uma via bastante interessante para este mercado, caso se verifiquem restrições à livre circulação.

No que diz respeito às tipologias mais procuradas, prevalecem os T3 (46%), os T2 (37%) e os T1 que concentram 15% da procura.