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Onde estão as casas com as rendas mais caras do país

Imobiliário

Arrendar casa em Lisboa custa o dobro que os preços médios praticados no país. Cascais e Oeiras compõem o TOP 3 das rendas mais caras. O Porto ocupa a 4ª posição

Cinco euros por metro quadrado (m2) é o valor mediano das rendas de alojamentos familiares estabelecidas em novos contratos de arrendamento no país, segundo apurou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Ou seja, 500 euros de renda, em média, por uma habitação com 100 m2.

Mas conseguir uma casa com os valores medianos em Lisboa é, contudo missão impossível. Na capital, o valor dispara para os 11,71€/m2, ou seja, mais do dobro, o que dá para o nosso exemplo de um apartamento com 100 m2, uma renda mensal de 1171 euros.

A análise do INE, apurada através dos 71 369 novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares fechados no primeiro semestre deste ano (e abrangendo os últimos 12 meses), mostra ainda que 37 municípios, localizados maioritariamente na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve, apresentaram um valor mediano superior ao referencial nacional.

Assim, e sem surpresas, Lisboa apresenta o valor da renda mais elevado do país (11,71 €/m2 ), seguindo-se Cascais (10,23 €/m2 ), Oeiras (9,75 €/ m 2 ) e só depois o Porto (8,33 €/m 2 ).

Numa ‘segunda liga’ surge Amadora (7,69 €/m 2 ), Odivelas (7,33 €/m 2 ), Almada (7,32 €/m 2 ) e Matosinhos (7,25 €/m 2 ).

'Mais em conta' em Marvila e Santa Clara

As freguesias mais caras da cidade de Lisboa são as de Santo António (14,12 €/m2 ), Misericórdia (14,03 €/m2 ) e Parque das Nações (13,67 €/m2 ). Por outro lado, Santa Clara (8,63 €/m2 ) e Marvila (9,96 €/m2 ) apresentaram os valores mais baixos.

No Porto, a União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde assinalou o valor mais elevado de novos contratos de arrendamento (9,62 €/m2 ) e a maior taxa de variação homóloga (+25,3%).

O valor das rendas situou-se acima do valor nacional nas sub-regiões Área Metropolitana de Lisboa (7,54 €/m2 ), Região Autónoma da Madeira (6,00 €/m2 ), Algarve (5,93 €/m2 ) e Área Metropolitana do Porto (5,42 €/m2 ).

À semelhança de semestres anteriores, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) concentrou cerca de um terço dos novos contratos de arrendamento (23 562). Foi também na AML que se verificou a maior amplitude do valor das rendas entre municípios (6,91 €/m2 ): o menor valor foi registado na Moita (4,80 €/m2 ) e o maior em Lisboa (11,71 €/m2), apurou o INE.

De referir ainda que as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto representaram, em conjunto, 50% do total de novos contratos do país e o Algarve 5,7%. O Baixo Alentejo apresentou o menor número de novos contratos de arrendamento (390).

O município de Lisboa registou ainda o maior número de contratos de arrendamento do país - 6 272 novos contratos celebrados, menos 5,7% que no período homólogo. Assinale-se ainda, com número de novos contratos superior a 2 500, os municípios do Porto (2 941) e Sintra (2 739).

No 1º semestre de 2019, Braga (+16,4%), Setúbal (+16,3%), Matosinhos (+16,0%) e Porto (+15,5%) destacaram-se, entre os municípios com mais de cem mil habitantes, por registarem taxas de variação homólogas dos valores de renda de habitação em novos contratos iguais ou superiores a +15,5%.

No período em análise, Vila Nova de Famalicão, Barcelos e Leiria foram os únicos municípios com mais de 100 mil habitantes a registar rendas da habitação em novos contratos de arrendamento e taxas de variação face ao período homólogo inferiores aos verificados em Portugal.