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Estrangeiros compram 54 casas por dia em Portugal

Imobiliário

Popularidade do país junto da comunidade estrangeira continua em alta e as vendas de imóveis registaram um crescimento "expressivo" em 2018, aponta o INE. Franceses, ingleses, brasileiros, chineses e alemães são os maiores compradores

Marisa Antunes

Os estrangeiros estão a comprar 54 casas por dia em Portugal, valor que representa 8,2% de todos os imóveis transacionados durante o ano passado. São 19.912 casas vendidas um pouco por todo o país mas com maior incidência geográfica na Área Metropolitana de Lisboa, que concentrou 21% do número total de imóveis transacionados e o Algarve com cerca de 29%. Só estas duas regiões concentraram praticamente metade dos imóveis adquiridos por não residentes em 2018 (49,6%).

Os números foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que traça o perfil, por nacionalidades, por valor de investimento e por apetência geográfica dos estrangeiros que descobriram Portugal, a esmagadora maioria atraídos por programas como os vistos gold (que obriga a investir mais de meio milhão de euros) ou os Residentes Não Habituais (que obriga a uma permanência de 183 dias).

Contas feitas, do bolo total de mais de 26 mil milhões transacionados em imóveis no mercado nacional durante o ano passado, cerca de 13% (cerca de 3,4 mil milhões) é imputado a aquisições feitas por estrangeiros.

Do Minho à Madeira

Pelo terceiro ano consecutivo, os franceses continuam a liderar a tabela entre os estrangeiros que mais compram (19,7% em termos do valor transacionado), situação que se vem verificando desde 2016. Seguiram-se o Reino Unido (16,9%), o Brasil (8,3%), a China (5,1%) e a Alemanha (4,9%). "No seu conjunto, os 5 principais países de residência dos compradores que adquiriram imóveis em Portugal em 2018, representavam 54,8% do valor global de vendas a não residentes nesse ano", refere a análise do INE.

Contudo, em termos do número de imóveis transacionados, a ordenação é ligeiramente diferente, mantendo-se a França destacadamente na liderança (com cerca de 5 600 imóveis, 28,2% do total), seguida do Reino Unido (cerca de 3 000 imóveis, peso de 14,9%), da Suíça (7,7%), da Alemanha (6,0%) e do Brasil (4,9%).

A retirada da China deste segundo ranking explica-se pelo valor dos imóveis que adquirem - em menor número mas muito mais caros. O valor mediano das transações de residentes chineses é de 297,2 mil euros (sendo que 25% das aquisições efetuadas superaram o valor unitário de 515 mil euros), bem acima do valor médio dos prédios adquiridos pelos estrangeiros em 2018 situado em 171 178€.

De destacar também que se mantém a tendência de crescimento "expressivo" das vendas de imóveis a não residentes - 14,5% em número e 22,2% em valor, diz o INE, . E não só estão a comprar mais, mas também mais caro: "em 2018, aumentou a proporção de imóveis vendidos a não residentes com um valor unitário igual ou superior a 500 mil euros, representando 7,2% do número de imóveis adquiridos por não residentes (6,8% em 2017) e 37,6% do valor total (36,3% em 2017)".

Apesar das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto e a região do Algarve se destacaram na capacidade de atracção com 4178, 1702 e 5700 casas vendidas respetivamente, a verdade é que os estrangeiros estão a descobrir todo o país. Na região Oeste foram vendidas 1075 imóveis, em Coimbra 890, no Minho 581 e na Madeira 483, só para citar alguns exemplos.

A Área Metropolitana de Lisboa destacou-se com o valor médio mais elevado dos imóveis vendidos a não residentes (322 514€), seguindo-se o Algarve (214 819€). Em ambos os casos, os valores médios dos imóveis vendidos a não residentes em 2018 aumentaram face ao ano anterior (+16,5% e +6,4%, pela mesma ordem).

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