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Projetos de habitação crescem mas de forma mais moderada

Imobiliário

Ana Maria Baião Correia

Obras para mercado residencial em licenciamento aumentam 11% no segundo trimestre mas é o registo mais baixo desde 2015, aponta a Confidencial Imobiliário

O volume de obras de habitação (em área) que entrou em licenciamento em Portugal (Continental) no 2º trimestre de 2019 aumentou 11% face ao mesmo período do ano anterior, avança a Confidencial Imobiliário no âmbito do Índice de Pipeline Imobiliário (IPI).

O valor deste indicador, que mede a evolução do volume de novos projetos de promoção imobiliária residencial em carteira, é - apesar de crescente - o registo mais baixo desde o início de 2015, momento que marcou o forte crescimento do "pipeline" residencial com aumentos homólogos quase sempre entre os 30% e os 50%, e que veio inverter o período de praticamente congelamento do lançamento de novos projetos residenciais sentido entre 2011 (ano base do índice) e 2014.

Ainda assim, "desde o final de 2014, quando esta atividade atinge o seu ponto mais baixo, o pipeline residencial no país já cresceu 400%", refere-se no documento da Confidencial.
“O aumento da oferta responde, de forma direta, à valorização do mercado. E, estando o mercado já a antecipar um novo período de alguma estabilização no crescimento dos preços, é expectável que vamos assistindo a uma perda de ritmo no lançamento de novos projetos residenciais. Além disso, não podemos esquecer-nos que o ponto de partida para estes crescimentos prévios de 30% a 50% era bastante baixo e que nos dois últimos anos tem havido um forte aumento do investimento em promoção imobiliária residencial. Contabilizamos perto de 93 mil novos fogos em licenciamento desde 2017 e, com uma base crescente, o rácio de crescimento tende a suavizar, analisa Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário.

A Área Metropolitana de Lisboa parece ser a primeira a reagir a esta tendência, observando uma queda de 4% no lançamento de novos projetos de habitação no 2º trimestre de 2019 (em termos homólogos), culminando, assim, o ciclo de desaceleração que se faz sentir desde meados de 2018. Já na Área Metropolitana do Porto, o pipeline residencial aumentou 56% no mesmo período, o crescimento mais forte dos últimos anos. Acontece, contudo, que enquanto na AM Lisboa, as taxas de variação homólogas se têm situado predominantemente acima dos 65% desde 2017, no Porto, não tinham até ido muito além dos 45%.

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