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Arrendamento de escritórios com dinâmica histórica

Imobiliário

Fernando Negreira

A colocação de escritórios no mês de junho aumentou 77% face ao mesmo período do ano passado. As empresas estão a absorver tudo e em diversas zonas de Lisboa - dos novos edifícios que estão a entrar no mercado aos espaços que há muito se encontravam sem utilização

Os números dos primeiros seis meses do ano têm sido animadores para o mercado de escritórios de Lisboa, conclui a consultora Savills após fazer contas aos espaços arrendados durante esse período. A colocação de escritórios no mês de junho de 2019 aumentou 77% face ao período homólogo, contribuindo fortemente para o resultado do primeiro semestre de 2019 que registou a maior ocupação dos últimos 11 anos.

Na totalidade foram colocados 101.004 m2. A zona 1 (Prime CBD - Eixo da Av. da Liberdade à Praça Duque de Saldanha) absorveu 64,3% de toda a área arrendada do mês de junho, devido à contabilização do novo edifício FPM41 (16.900 m2 respetivos ao mesmo), continuando ainda assim oferta da principal zona de Lisboa abaixo da procura de que é alvo.

Relativamente ao total do semestre, as zonas 1 e 5 (Parque das Nações) estiveram em destaque representando 52,9% de toda a área alocada (24.037 m2 e 28.463 m2respetivamente). Com exceção da zona 4 (Centro Histórico) que não registou qualquer transação nos primeiros seis meses do ano, as restantes zonas registaram aumentos face ao mesmo período de 2018.

Rodrigo Canas, diretor associado da Savills Portugal, realça que "cerca de 34% do take-up é justificado pela entrada no mercado de novos edifícios e a sua rápida absorção é a prova da escassez de espaços para escritórios em Lisboa, sobretudo espaços de grande dimensão e com disponibilidade imediata, o que acaba por tornar os processos de pré-arrendamento ou de atempada negociação dos contratos existentes, como uma tónica presente no mercado de Lisboa".

Excluindo os edifícios novos, ainda assim existiram nove colocações acima dos 2.000 m2, "sinal de que o mercado tem conseguido colmatar, ainda que em zonas secundárias, parte da procura existente”", acrescentou ainda.

A zona 6 (Corredor Oeste - Eixo A5 onde se incluem parques empresariais como a Quinta da Fonte ou o Lagoas Park) destacou-se por ter registado 28 operações traduzidas em 12.593 m2.

Os setores Consultores e Advogados, Serviços Financeiros e Serviços Empresas foram os mais ativos, tendo ocupado 24.664 m2, 24.606 m2 e 22.788 m2 respetivamente. A área alocada nestes setores foi fortemente impulsionada pelos novos edifícios.