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Atividades imobiliárias com menos dinâmica

Imobiliário

António Xavier

O sector é aquele que menos empresas criou e onde mais empresas encerraram durante os primeiros cinco meses deste ano, aponta o relatório da Dun&Bradstreet

Nos primeiros cinco meses deste ano foram criadas em Portugal 23 868 empresas, o que representa um crescimento de 12,4% face a igual período do ano passado. "Esta dinâmica não se reflete, contudo, nos sectores das Atividades imobiliárias e do Alojamento e restauração, onde estão a ser criadas menos novas empresas do que em 2018, com quebras de 5,3% e 1,0%, respetivamente. Estes, são, aliás, os únicos sectores a registar uma descida face ao ano passado", aponta o Barómetro Informa D&B (Dun&Bradstreet) divulgado hoje.

No caso das Atividades imobiliárias, as maiores quebras registam-se nos subsetores do ‘Arrendamento’ e ‘Compra e venda’, com descidas de 23,8% e 11,5% na constituição de empresas. No setor do Alojamento e restauração, a maior quebra regista-se no subsetor do ‘Alojamento de curta duração’, que entre janeiro e maio perdeu 13,3% na constituição de novas empresas.

Em sentido contrário, é nos Transportes (+114,1%) e na Construção (+37,3%) que mais cresce a constituição de empresas, com estes dois setores a contribuir com cerca de um terço do total das novas empresas criadas até 31 de maio deste ano. A construção, por exemplo, registou 2788 novas aberturas.

No setor dos Transportes, este crescimento é fruto do subsetor ‘Transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros’ (onde se incluem a Uber ou a Cabify) que reúne mais de 70% das novas empresas dos Transportes em 2019 e que representa uma subida de 240% face ao mesmo período de 2018.

Na construção, os três subsetores crescem na constituição de novas empresas bastante acima da média: ‘Atividades especializadas’: 56%; ‘Obras de engenharia civil’: 46,4%; ‘Construção e promoção de edifícios’: 26.4%.

Até final de maio, registaram-se 6 434 encerramentos de empresas, uma subida de 5,4% face ao período homólogo e com a maioria dos setores a registar mais encerramentos.

Os setores que mais contribuíram para este aumento dos encerramentos, foram os Serviços Empresariais com mais 98 encerramentos, seguindo-se as Atividades Imobiliárias (+57) e Agricultura e outros recursos naturais (+56).

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