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Campanhã lidera nas zonas mais interessantes para reabilitar

Imobiliário

A freguesia foi a mais procurada do Porto por promotores e investidores tendo sido vendidos uma média de 11 edifícios por mês para intervencionar

A Campanhã é uma das zonas mais decadentes do centro do Porto mas precisamente por isso também uma das mais interessantes para quem quer investir em reabilitação na Invicta.

Os números confirmam essa tendência - entre as nove Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) do Porto, foi na de Campanhã (que tem como eixo central a Estação e a estrutura ferroviária e abrange parte das freguesias do Bonfim e de Campanhã). que se venderam mais prédios em 2018 (mais de 130 imóveis, considerando apenas os edifícios até 500 m2).

A contabilização foi feita pela Confidencial Imobiliário que apontou para uma quota de 26% da Campanhã na transação deste tipo de ativos no território monitorizado pelo SIR-Reabilitação Urbana (RU). No total da área abrangida pelo SIR-RU, que cobre as nove ARUs da cidade do Porto, foram vendidos 520 prédios (com áreas até 500 m2).

"O eixo de Campanhã está, assim, à frente da ARU da Baixa, que apresenta uma quota de 22% (também com mais de 100 imóveis transacionados), e destrona a ARU do Centro Histórico, cujo peso recuou de 23% em 2017 para 16% em 2018 (equivalente à transação de 85 prédios)", refere a Confidencial em comunicado.

A quota de Campanhã em 2017, ano em que foram vendidos cerca de 490 prédios deste tipo no conjunto das ARUs, era de 20%. Em 2018, destacou-se ainda a ARU de Lapa, com um peso de 12% nas vendas (cerca de 60 prédios).

Na Campanhã estes ativos foram transacionados por um preço médio de 1.559 euros/m2, um valor abaixo quer dos 2.126 euros/m2 praticados no Centro Histórico quer dos 1.903 €/m2 da Baixa. Na Lapa, tal valor fica em 1.423 €/m2.

“A zona oriental do Porto é considerada um eixo estratégico para o crescimento da cidade e Campanhã está a emergir, nesse contexto, como o núcleo de maior potencial. Tem diversos projetos estruturantes previstos nas áreas de mobilidade e urbanismo, e também o mercado imobiliário começa a reconhecer o potencial de regeneração e valorização deste eixo", sublinhou Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, lembrando que "também começa a verificar-se uma dinâmica acrescida do produto à saída, ou seja, a nível dos preços de venda da habitação e do ritmo de transações residenciais”.


Em 2018, a ARU de Campanhã registou um preço médio de venda da habitação de 2.140 euros/m2, uma evolução significativa face ao ano anterior (1.482 €/ m2), de acordo com os dados apurados no âmbito do SIR-Reabilitação Urbana.

"Também a procura evoluiu de forma muito positiva nesta ARU ao longo de 2018, com as vendas residenciais a aumentarem três vezes face ao ano anterior", é realçado no estudo. Assim, se em 2017 este território gerou 8% das vendas realizadas no mercado analisado no âmbito do SIR-Reabilitação Urbana em 2018 esse peso reforçou-se para 12%.

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