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Da Amadora ao Funchal, preços das casas sobem em todas as frentes

Imobiliário

O aumento significativo dos preços em Lisboa já está também a ter impacto em zonas como a Amadora (na foto) e Odivelas, onde o m2 está a subir exponencialmente

José Carlos Carvalho

Os valores do m2 aumentaram de forma significativa em várias zonas do país, revela o mais recente barómetro do INE. Saiba onde se compram os imóveis mais caros mas também os mais baratos a nível nacional

Marisa Antunes

É oficial: os preços de venda das casas estão a subir de norte a sul do país e ilhas, dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A nível nacional, o preço mediano de vendas de alojamentos novos foi de 1116 €/m2 e para os existentes 973 €/m2 no 4º trimestre de 2018. A partir daqui, constata-se que “as sub-regiões Área Metropolitana de Lisboa (1717 €/m2 ), Algarve (1690 €/m2 ), Região Autónoma da Madeira (1312 €/m2 ), Área Metropolitana do Porto (1210 €/m2 ) e Alentejo Litoral (1136 €/m2 ) apresentaram um preço mediano de venda de alojamentos novos acima do valor nacional”, apura-se no balanço do INE.

Um total de 42 municípios localizados maioritariamente no Algarve (1 523 €/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1 333 €/m2) – as duas sub-regiões com preços mais elevados do país – apresentaram um preço mediano de venda de habitação superior ao valor nacional (996 €/m2).

Sem surpresas, Lisboa registou o preço mediano de vendas de habitação mais elevado do país (3 010 €/m2) , com três freguesias da capital a registarem preços superiores a 4 000 €/m2 (Santo António, Santa Maria Maior e Misericórdia).

Mas o aumento do valor das casas estendeu-se a todas as cidades com mais de 100 mil habitantes, concluiu ainda o INE. Para além de Lisboa, verificaram-se variações expressivas no Porto (+23,3%), Amadora (+20,3%) e Braga (+18,3%). As cidades Vila Nova de Gaia (+14,8%) e Funchal (+10,8%) registaram também taxas de crescimento homólogas superiores ao valor nacional (+6,9%).

“A cidade da Amadora destacou-se por registar, pela primeira vez desde o primeiro trimestre de 2016, o valor mediano superior ao registado na cidade de Coimbra (1 247 €/m2 e 1 230 €/m2 , respetivamente)”, destaca-se ainda no barómetro do INE.

Com valores acima de 1 500 €/m2 estão ainda Cascais (2 333 €/m2), Oeiras (2 000 €/m2), Loulé (1 948 €/m2), Lagos (1 787 €/m2), Albufeira (1 709 €/m2), Tavira (1 686 €/m2), Porto (1 612 €/m2), Lagoa (1 538 €/m2), Funchal (1 534 €/m2) e Odivelas (1 523 €/m2).

Casas em saldo na Moita

A Área Metropolitana de Lisboa foi a sub-região onde se verificou a maior amplitude de preços entre municípios (2 356 €/m2 ): o menor valor registou-se na Moita (654 €/m2 ) e o maior em Lisboa. Assim, comprar um T2 com 100 m2 na Moita não vai muito além dos 65 mil euros.

No município de Lisboa e por freguesias verifica-se que Marvila apresentou um preço mediano inferior ao da cidade (2 666 €/m2 ) mas a maior taxa de variação homóloga (+79,8%). Também as freguesias de Santa Clara, São Domingos de Benfica, Lumiar, Areeiro, Carnide e Arroios registaram, no 4º trimestre de 2018, preços medianos e taxas de variação face ao período homólogo inferiores aos da cidade de Lisboa. Santa Clara foi a freguesia com o menor preço mediano (1969 €/m2 ).

Na Invicta, destacam-se as freguesias do Bonfim, Ramalde e Campanhã como aquelas onde o preço mediano de alojamentos vendidos é inferior ao da cidade do Porto, respetivamente 1 557 €/m2 , 1 536 €/m2 e 1 025 €/m2.

O Algarve, a Região Autónoma da Madeira e a Região de Coimbra apresentaram também diferenciais de preços entre municípios superiores a 1 000 €/m2 .

A nível nacional, o menor preço mediano de alojamentos existentes vendidos verificou-se no Alto Alentejo (433 €/m2 ) e o menor preço mediano de alojamentos novos registou-se no Baixo Alentejo (614 €/m2 ).

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