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Rendas no Chiado e Baixa vão aumentar

Imobiliário

Diana Tinoco

O metro quadrado nas lojas está acima dos 130€ e vai continuar a aumentar porque a oferta não corresponde à procura. Restauração dominou as novas aberturas do comércio de rua em 2018, segundo a Savills

O turismo revolucionou o centro de Lisboa e também o mercado de retalho, em especial o comércio de rua. Mas neste segmento, uma área se está a destacar de forma significativa - a restauração/alimentação. A consultora Savills recolheu uma amostra de 231 lojas de rua que abriram portas na cidade de Lisboa no ano passado e cerca de 75% das novas aberturas referem-se a este sector.

"Todas as outras atividades demonstraram um peso residual, com o setor da moda, a contabilizar 9% das novas aberturas. De entre as marcas que abriram novas lojas em 2018 destacamos My Auchan, Padaria Portuguesa, Selfish, Loja das Conservas, A Cantina do Zé Avillez, CrossFit Move on, Jamie´s Italian, H3, Santini, Berenice, Ground Burguer, Go Natural, Casa Lisboa, Local, FitnessPark, Caos, OKAH, H3 Express, OMEGA, Electric Tiger, VANS, Minipreço e Wells", destaca o estudo da consultora.

A zona prime (a mais cara) do Chiado registou uma renda na ordem dos 140€/m2/mês e a zona da Baixa de Lisboa situou-se nos 130€/m2/mês, prevendo-se que estes valores registem uma subida em 2019, motivado pela pressão da procura e inexistência de oferta, analisa a Savils.

"Cais do Sodré e toda a renovada zona ribeirinha continuam igualmente a marcar o seu perfil de comércio, afirmando-se cada vez mais como eixos de oferta de retalho consolidados, que oferecem conceitos inovadores, fortemente direcionados para o setor da restauração e para a presença de algumas marcas de moda mais alternativas", adianta-se ainda.

“O mercado de retalho voltou a ser marcado pelo dinamismo do comércio de rua, que tem registado uma evolução sólida e crescente, atraindo diariamente novos retalhistas e promovendo a abertura de novos conceitos que em muito têm contribuído para a transformação dos principais centros urbanos”, sublinhou Cristina Cristóvão, responsável pelo departamento de retalho da Savills Portugal.

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