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Rendas crescem 34% nos últimos cinco anos

Imobiliário

Arrendar casa a preços decentes nas grandes cidades não está a ser uma tarefa fácil. Contas da Confidencial Imobiliário mostram que no último trimestre as rendas cresceram mais 4% a nível nacional. Recuando até 2014, quando estas bateram nos mínimos, o aumento ultrapassa os 30%

A falta de casas para arrendar continua a provocar pressão nos preços e no último trimestre de 2018 a taxa média de crescimento a nível nacional foi de 3,9%, números apurados pela Confidencial Imobiliário no âmbito do Índice de Rendas Residenciais, indicador que acompanha a evolução das rendas dos novos contratos de habitação celebrados.

Uma subida que veio inverter a “tendência de suavização” do crescimento verificada ao longo de 2018, diz a empresa, em comunicado, lembrando que no 1º trimestre de 2018, as rendas subiram 3,6%, crescimento que abrandou para 2,4% no 2º trimestre e 1,3% no 3º trimestre.

“Desde meados de 2017 que as rendas em Portugal crescem acima dos 10%, período a partir do qual o ciclo de recuperação iniciado no final de 2014 ganhou robustez. De tal forma, que desde que as rendas atingiram o seu mínimo, em início de 2014, já recuperaram 34%”, sublinha-se no relatório. Tendo em conta todo o ciclo desde 2010, o nível de crescimento é, contudo, mais contido, sendo a subida acumulada das rendas de 16% em 8 anos, o que reflete a absorção de um período de perca que durou cerca de 4 anos e que redundou numa descida acumulada de 13%, ressalva-se ainda no estudo.

Recentemente, o Instituto Nacional de Estatística dava também conta que o valor mediano das rendas de alojamentos familiares em novos contratos de arrendamento no país estava fixado em 4,80 €/m2, registando uma taxa de variação homóloga de +9,3%, dados referentes ao 2º semestre de 2018.

No período em análise, 33 municípios, localizados maioritariamente na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve, apresentaram um valor mediano das rendas superior ao referencial nacional. O município de Lisboa apresentou o valor da renda mais elevado do país (11,16 €/m2), e com valores iguais ou superiores a 7 €/m2 destacavam-se também Cascais (9,71 €/m2), Oeiras (9,38 €/m2), Porto (7,85 €/m2), Amadora (7,19 €/m2), e Almada (7,00 €/m2).

As freguesias de Lisboa, Santo António, Misericórdia e Parque das Nações, registaram valores medianos superiores a 13,00 €/m2. Um exemplo: uma casa pequena, com uma área de 70 m2, nestas zonas, apresenta valores nunca inferiores a 910 euros. A União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde (8,86 €/m2) foi a freguesia do Porto com o valor mediano mais elevado. Para o mesmo exemplo, a renda ronda os 620 euros mensais.

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