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E o eixo ribeirinho de Lisboa nunca mais foi o mesmo

Imobiliário

Sede da EDP e Terminal de Cruzeiros distinguidos com Prémio Valmor pelo seu contributo na valorização da cidade

Marisa Antunes

São marcos arquitetónicos do eixo ribeirinho de Lisboa e como projetos-âncora que são, estão a revolucionar o imobiliário em toda a envolvente entre Santos e Santa Apolónia.

Pelo contributo de valorização da cidade de Lisboa, a sede da EDP, projetada por Manuel Aires Mateus e o Terminal de Cruzeiros, assinado por Carrilho da Graça, receberam hoje o Prémio Valmor, uma distinção que entre os elementos do júri constam Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da câmara municipal de Lisboa, Francisco Berger, representante da Academia Nacional de Belas-Artes ou Cândido Chuva Gomes, representante da Ordem dos Arquitetos, entre outros.

Ocupando uma área aproximada a 14 mil metros quadrados, a sede da EDP foi desenhada para projetar “uma aparência elétrica e enérgica, que se transforma com a luz do dia e o local de onde é observado”, pode ler-se no comunicado enviado às redações pela Trienal de Arquitectura, entidade que colabora com a autarquia de Lisboa na divulgação do prémio.

“O conjunto foi desenhado por uma única linha, que lhe atribui volume e expressão” e os “dois blocos de escritórios, com sete pisos, interligam-se por duas galerias sobrelevadas, nos extremos norte e sul do lote”, resume-se ainda. Os espaços de maiores dimensões estão enterrados e numa estrutura em betão armado subtérrea, podem ser encontrados auditórios, salas de reuniões e exposições, a cafetaria.

Já o Terminal de Cruzeiros de Lisboa, obra da autoria do arquiteto Carrilho da Graça, foi inaugurado há pouco mais de um ano e fechou 2018 com um fluxo de 575 mil passageiros. Obra-âncora para a revitalização da zona ribeirinha de Lisboa, o terminal desenvolve-se por um edifício nuclear e mais dois de apoio.

Concebido para ser mais do que um espaço de acolhimento dos passageiros que entram por via marítima, o Terminal de Cruzeiros tem recebido eventos particulares e públicos, como o festival de Fados - Santa Casa Alfama.

O edifício tem a particularidade de ter sido concebido em betão branco com cortiça, “com capacidade estrutural”. Esta solução, uma inovação especialmente desenvolvida para aligeirar o peso do edifício, implantado numa zona ribeirinha e condicionado pelas fundações pré-existentes, foi criada a partir de uma ideia de Carrilho da Graça.

Aos dois vencedores ex-aequo, juntam-se ainda quatro menções honrosas: o Palacete de Santa Catarina, da arquiteta Teresa Nunes da Ponte, o Lisbon Stone Block, de Souza Oliveira, arquitectura e urbanismo, Casa em Alfama, de Matos Gameiro, arquitectos e o Largo de Santos e vias Adjacentes, do ateliê 92 Arquitectos (João Almeida e Luís Torgal) e Victor Beiramar Diniz (arquitecto paisagista).

Imagens dos seis projetos distinguidos podem ser apreciadas entre os dias 12 a 30 de abril, no CIUL – Centro de Informação Urbana de Lisboa, no Picoas Plaza, com entrada livre.

Ainda em abril, vai decorrer um programa composto por duas conferências e quatro visitas às obras distinguidas feitas pelos autores das mesmas. Qualquer uma destas atividades tem entrada gratuita, anuncia ainda a Trienal de Arquitectura.

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