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Estrangeiros gastam mais 38% do que os portugueses para comprar casa em Lisboa

Imobiliário

Yuri Nunes / EyeEm / Getty Images

De 2017 para 2018, houve um aumento de 67% na compra de casas por estrangeiros em Lisboa - que desembolsaram, em média, €424,5 mil para adquirir uma casa na cidade. Os portugueses não vão além dos €307 mil por habitação

No ano passado, os estrangeiros adquiriram cerca de 1 600 imóveis residenciais (mais precisamente 1 592) na Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa, a uma média de €424,5 mil por operação (+8% do que os €393,5 mil de 2017). Este valor representa cerca de 38% mais do que investiram os compradores nacionais no mesmo período (€306,7 mil), contas feitas pela Confidencial Imobiliário (CI).

Estas casas transacionadas representaram um investimento total de €675,6 milhões, um expressivo aumento de 80% em volume (€375 milhões em 2017) e de 67% em número de imóveis (955 imóveis em 2017). Os dados incidem sobre a aquisição de imóveis residenciais realizada por particulares.

Em termos de nacionalidades, contabilizam-se compradores oriundos de 80 países diferentes (54 em 2107), um leque que abrange origens literalmente de todas as partes do globo, incluindo África, Ásia, América do Sul e América do Norte, Oceânia, Europa Ocidental, Central, de Leste e Mediterrânica, e ainda Médio Oriente.

"Ainda assim, cinco países continuam a concentrar mais de metade do investimento internacional em habitação na ARU (55%). A França (18%), China (14%), Brasil (8%), Reino Unido e EUA (ambos com pesos de 7%) são os países com maior quota no investimento estrangeiro", refere-se na análise da Ci.

As freguesias de Santo António e Santa Maria Maior são as mais procuradas pelos estrangeiros, concentrando 16% e 15%, respetivamente, do investimento internacional em habitação em 2018. As outras freguesias com maior procura internacional são Arroios, Misericórdia e Estrela, com quotas de 13%, 12% e 11 por cento.

"O grande destaque no impulso do investimento estrangeiro vai, contudo, para Alcântara, Alvalade, Beato e Campolide que, não obstante manterem quotas reduzidas do total do investimento internacional (inferiores a 3%), captaram três vezes mais capital estrangeiro do que em 2017", sublinha o relatório.