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36 casas transacionadas por dia no centro de Lisboa

Imobiliário

D.R.

Investimento imobiliário atinge seis mil milhões de euros em 2018 na Área de Reabilitação Urbana, aponta a Confidencial Imobiliário. Avenidas Novas e Santa Maria Maior absorvem a maior fatia

O investimento imobiliário na Área de Reabilitação Urbana de Lisboa (todas as freguesias da cidade, excluindo as do Parque das Nações, Lumiar e Santa Clara), atingiu, em 2018, um valor recorde de 5,92 mil milhões de euros correspondente a cerca de 13.150 transações, apurou a Confidencial Imobiliário.

Esta atividade reflete a transacção de todo o tipo de imóveis (desde prédios a fracções), incluindo os diversos segmentos (desde residencial a comercial, serviços ou terrenos).

"Trata-se de um volume de investimento inédito neste território (considerando o reporte de dados realizado desde 2014) e assinala um crescimento de 38% face aos 4,28 mil milhões de euros transacionados no ano anterior", sublinha a Confidencial Imobiliário, em comunicado. Também em número de operações, a atividade aumentou em 21% (10.880).

O segmento residencial foi o principal alvo de investimento, concentrando 84% das transações registadas (mais de 11.700 operações) e 68% do volume investido (4,03 mil milhões de euros). Face ao ano anterior, o investimento em habitação cresceu 42%, comparando com os 2,85 mil milhões de euros investidos em 2017.

Os imóveis de comércio e serviços pesaram 21% em volume, apresentando também uma evolução positiva (22% para 1,28 mil milhões de euros) face a 2017. Em número de operações, concentraram 12% do total (cerca de 1500 transações). A transação de terrenos também se mostrou dinâmica, movimentando mais de 100 milhões de euros em 2018.

Em termos geográficos, as Avenidas Novas e Santa Maria Maior foram as freguesias com maior volume de investimento, cada uma transaccionando cerca de 750 milhões de euros, seguidas por Santo António, com 688,5 milhões de euros de investimento.

Entre as freguesias com maior representatividade no investimento em 2018 incluem-se ainda Arroios (519 milhões de euros), Estrela (415 milhões de euros) e Misericórdia (410 milhões de euros).

No total, este conjunto de freguesias representa 60% de todo o montante transacionado na ARU de Lisboa, mas verifica-se uma crescente dispersão do investimento a cada vez mais zonas da cidade, tendo duplicado (de 6 para 12) o número de freguesias onde o investimento supera os 200 milhões de euros.

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