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O conceito de coworking chegou à banca - o Santander inaugurou esta semana o seu primeiro Work Café para clientes e não clientes, em trabalho, em estudo ou simplesmente em lazer

O Santander inaugurou hoje o primeiro Work Café em Portugal, um novo modelo de balcão, que é simultaneamente uma cafetaria.

Localizado na zona das Amoreiras, em Lisboa, "o Work Café possui um espaço de coworking onde clientes e não clientes podem trabalhar, beber um café, estudar ou promover uma reunião”, refere comunicado do banco.

A empresa faz questão de sublinhar que o espaço de coworking pode ser utilizado não só no âmbito profissional mas também de estudo ou numa perspectiva de lazer. Para clientes que queiram reunir em locais mais reservados, estão também disponíveis gabinetes.

A abertura do Work Café chega a Portugal, depois do Santander ter inaugurado semelhantes espaços na Argentina, Brasil, Chile e Espanha. Em 2019, está prevista a abertura de mais Work Cafés noutros pontos do país. As próximas cidades serão Coimbra, Espinho e Porto.

A inauguração decorreu hoje à tarde e contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração do Banco Santander em Portugal, António Vieira Monteiro e do CEO da Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, entre outros.

Tendência a consolidar em 2019

O modelo de trabalho em coworking é cada vez mais uma tendência em consolidação em Portugal. Um estudo recente elaborado pela Avila Spaces, empresa portuguesa especializada no mercado de escritórios virtuais e espaços de trabalho partilhados e com mais de 500 clientes nacionais e internacionais, mostrava que 54% dos inquiridos adoptaram em 2018 um modelo de trabalho em, uma percentagem que estava apenas nos 28,4% no mesmo estudo, mas de 2017.

Outro indicador que subiu foi o da percentagem de inquiridos que diz usar ou já ter usado novos modelos de trabalho (escritório virtual, coworking ou teletrabalho): em 2017 foram 49% e, em 2018, passou para 87%.

A necessidade de conseguir um “maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal” levou ainda 59% dos inquiridos a optar por este modelo de trabalho.

As conclusões surgiram com base na observação que o Avila Spaces fez do mercado dos espaços de trabalho em Portugal e do comportamento do consumidor, assim como dos resultados do Barómetro sobre os novos modelos de trabalho, iniciativa levada a cabo pelo departamento de Investigação & Desenvolvimento do Avila Spaces durante o ano de 2018.

“É importante dar a conhecer ao mercado estes indicadores e perceber se os novos modelos de trabalho fazem parte das estratégias de aumento de produtividade e retenção de talento das organizações”, sublinhou Carlos Gonçalves, CEO do Avila Spaces.

Para Carlos Gonçalves, 2019 vai ser um ano em que a aposta nos espaços de trabalho colaborativos se mantém, mas em que vai haver “uma preocupação cada vez maior pela privacidade dos profissionais”. Segundo o CEO, as boas práticas “apontam para a coabitação de vários modelos: open-space, salas fechadas, salas para telefonar e áreas de lazer para pequenas pausas durante o trabalho”.

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