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Imobiliário comercial: que tendências para 2019?

Imobiliário

InterContinental Palácio das Cardosas

D.R.

O interesse dos investidores estrangeiros por Portugal vai manter-se em 2019 e a procura por boas oportunidades vai expandir-se à hotelaria, residências seniores e de estudantes, conclusões da consultora Worx

Marisa Antunes

2019 poderá bater novo recorde de investimento imobiliário em Portugal, com os investidores, maioritariamente, estrangeiros, a manter o seu interesse nos setores tradicionais, onde se incluem os escritórios e o retalho mas também a descobrir novos filões de negócios. Um estudo da consutora Worx aponta para o mercado das residências de estudantes, residências assistidas e equipamentos de saúde como uma das grandes tendências de investimento para 2019.

Mas não só. No turismo vai consolidar-se o interesse de operadores internacionais através da compra ou arrendamento de unidades hoteleiras. Em 2018, recorde-se, registaram-se, entre outras, duas transações de hotéis, cujos valores por quarto, foram dos mais elevados alguma vez realizadas no país – o InterContinental Palácio das Cardosas e o Maison Albar Hotels Le Monumental Palace, ambos por um valor por quarto de aproximadamente meio milhão de euros.

Ainda no turismo, “a aposta em conceitos diferenciadores e nichos de mercado vai continuar a ser uma das tendências mais fortes do mercado” , diz a Worx, acrescentando que “o mercado corporate continuará a aumentar impulsionado pela exposição das cidades de Lisboa e Porto como destinos de fixação de empresas multinacionais e locais de realização de eventos/conferências internacionais”.

No retalho, “haverá um foco na modernização dos food courts (zona de restauração) dos centros comerciais e aumento das áreas de cultura e lazer dos mesmos”.

Para este ano de 2019, algumas questões serão tidas em consideração, diz a Worx, como é caso da criação das SIGIs (Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária), direcionadas para o mercado de arrendamento de longa duração e o fenómeno BREXIT, cuja instabilidade provocada leva os investidores a olharem para mercados mais periféricos, onde se inclui Portugal.