Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Quatro novas operações por semana no mercado de escritórios

Imobiliário

Mário João

Oferta de espaços não chega para a procura. A zona do Corredor Oeste foi a mais dinâmica

Marisa Antunes

A procura no mercado de arrendamento de escritórios em Lisboa está a registar uma dinâmica nunca vista, com empresas de todas as dimensões em busca das melhores condições para trabalhar. “Em 2018 foram realizadas 229 transações com uma área média de 901 m2 , bastante superior aos 667 m2 realizados em média durante 2017”, contas feitas pela consultora JLL no seu mercado Market 360º, divulgado recentemente. Ou seja um ritmo médio de quatro novas operações por semana.

Em números globais foram exatamente 206.428 m2 de escritórios colocados em 2018, o que corresponde a um aumento de 24% face a ao ano anterior. “O mercado tem vindo a demonstrar uma evolução positiva nos últimos cinco anos, fruto do número crescente de novas empresas na capital portuguesa, bem como da necessidade das empresas já instaladas em Lisboa em melhorar e/ou expandir as suas instalações”, sublinha-se no estudo.

A zona mais dinâmica foi o Corredor Oeste (parque de escritórios no eixo da A5 e que inclui entre outras a zona de Carnaxide, Miraflores, Quinta da Fonte ou o Lagoas Park) que registou cerca de 56.000 m2 de novas ocupações. Entre estas recentes operações incluem-se as instalações da Coriant Portugal (no Office Park Carnaxide), a Google (Lagoas Park) e a Trust in News, empresa que entre outros títulos detém também a revista VISÃO (na Quinta da Fonte).

"Depois de um 2017 excecional relativamente ao dinamismo do mercado ocupacional de escritórios, que foi considerado na altura o melhor ano desde 2008, 2018 chegou para superar esse record: no final de outubro de 2018, a absorção já ultrapassava o valor total de 2017, fechando nos 206.428 m2 “, realçou Mariana Rosa, responsável pelo departamento de escritório da JLL.

O sector mais ativo na absorção de escritórios foi o Tecnológico, com 33% da ocupação total, seguido pelos Serviços a Empresas, os quais obtiveram uma quota de 28%.

“A crescente procura não tem sido correspondida pela oferta. Entre 2012 e 2018 foram desenvolvidos, em média, 27.000 m2 de escritórios por ano, resultando numa clara falta de produto que reúna os requisitos das empresas”, sublinha-se no estudo da JLL. Na sequência da reduzida promoção de escritórios, a área disponível tem vindo a reduzir. De acordo com a estimativa da JLL, a taxa de disponibilidade situou-se no final de 2018 na ordem dos 6,5%.