Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

"Gostava de ter 25 anos hoje mas não teria vivido uma revolução"

Festival VISÃO

Brinde final de Marcelo Rebelo de Sousa com os cinco entrevistadores, a direção da VISÃO e o CEO da Trust in News

José Carlos Carvalho

Marcelo Rebelo de Sousa respondeu, durante mais de uma hora, a perguntas colocadas por jovens de 25 anos. Falou de atualidade, da época em que tinha a idade que a VISÃO celebra por estes dias e contou histórias pessoais. Garantiu que não vai deixar memórias escritas e que não pretende regressar ao comentário político. No fim, brindou à VISÃO e desceu do palco para as já habituais fotografias.

O Presidente da República entrou em palco para encerrar o VISÃO Fest. Com ele, cinco jovens de 25 anos encarregues de lhe formular as perguntas que serviriam de batuta para a conversa que se seguia. As primeiras palavras de Marcelo Rebelo de Sousa foram para VISÃO. Parabéns dados, conversa lançada.

Fazendo um percurso por aquilo que foi a sua vida quando tinha 25 anos, relembrou as dificuldades de exercer as várias profissões que tinha na época ainda sob crivo do Estado Novo. Apesar de ter relatado uma vida "muito ativa", como o próprio catalogou, reconheceu que gostaria mais de ter tido 25 anos nos dias de hoje. "Com exceção de uma coisa", ressalvou: "vivi uma revolução."

José Carlos Carvalho

As perguntas procuravam mais do que respostas de um Presidente da República as de um primeiro-ministro. No entanto, Marcelo Rebelo de Sousa contornava, com habilidade, aquilo a que não podia responder . como referiu, o cargo que exerce impede-o "de fazer muitas coisas que fazia" - e respondia de forma relaxada às perguntas que lhe eram colocadas.

Reconheceu que era necessário investir mais no interior, combater a desertificação, e apostar na saúde. Mas não esqueceu os problemas associados. "O debate sobre o SNS é muito ideológico", afirmou tentando explicar as dificuldades que existem para reverter "o atual estado da saúde".

A nível pessoal, deixou algumas pistas para aquilo que irá fazer quando deixar o cargo de Presidente da República. "Não serei comentador e não vou deixar memórias escritas" e tão pouco irá comentar os seus "antecessores e sucessores." Num ambiente descontraído, acabou por conseguir arrancar, em vários momentos, gargalhadas da plateia.

No fim, brindou à VISÃO e desejou estar presente nos 50º aniversário da revista. "Mas se não estiver, mesmo do purgatório tentarei fazer chegar uma mensagem", ironizou. Desceu do palco, cumprimentou quem quis dirigir-lhe uma palavra final e seguiu para um restaurante nas imediações do Capitólio. Com ele, os cinco jovens de 25 anos que formularam as perguntas que serviram de batuta para a conversa de uma hora que fechou o festival.

Clique aqui para mais informação sobre o festival