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Exportações: A salvação da pátria?

No ano passado, Portugal arrecadou 62 mil milhões de euros vendendo ao estrangeiro os seus produtos e serviços. Este número corresponde a 36% do nosso Produto Interno Bruto. O Governo quer mais - diz que podemos chegar a 2020 exportando 50% do PIB. A meta é polémica e situa-se algures entre o possível e o totalmente irrealista. Como atingi-la? O que andamos nós a vender e a quem?

Alexandra Correia e Paulo M. Santos (texto publicado na VISÃO 1030, de 29 de novembro)
10:17 Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012
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É só fazer as contas, como dizia António Guterres. Em 2011, as exportações portuguesas (vendas de produtos ao exterior e serviços prestados cá dentro a estrangeiros) representaram 36% do PIB, ou seja, 62 mil milhões de euros. Há dias, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, definiu uma meta: pretende que as exportações atinjam, em 2020, 50% do Produto Interno Bruto. Faltam oito anos.

Há quem diga que é perigoso confundir desejos com objetivos alcançáveis, pois a meta implica que, em 2020, Portugal arrecade 85 mil milhões de euros em vendas de produtos ao exterior (isto imaginando um PIB igual ao de 2011, nem maior, nem menor). Para isso, as exportações terão que aumentar, em cada um daqueles oito anos, 2,9 mil milhões de euros. É mais do que uma Autoeuropa por ano e isto não é dizer pouco - a fábrica da Volkswagen, em Palmela, é a segunda maior exportadora portuguesa (ver ranking). Vende para fora 99% do que produz, arrecadando, por ano, cerca de 2,2 mil milhões de euros.

Nem Pedro Reis, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), quis comentar o objetivo governamental, nem o ministro da Economia se dispôs a revelar quais as políticas necessárias para chegarmos à meta que estabeleceu. Nenhum dos dois respondeu às solicitações da VISÃO. Já o economista Sandro Mendonça tem uma teoria: "O Governo está a dar o seu melhor para que o objetivo das exportações seja realizável. Como? Contraindo o PIB. Estamos a falar de um rácio e quanto mais pequeno for o PIB, mais depressa as exportações atingem os 50 por cento. Se detonássemos uma bomba atómica em cima de Portugal também deixava de haver défice e dívida públicos", ironiza.

Há muitos aspetos a ter em conta para que as empresas portuguesas possam apostar em força na exportação, a começar pelo financiamento. Não há dinheiro, os bancos pouco emprestam, o Estado não investe. "Falta apoio ao crédito de tesouraria, falta estabilidade legislativa a nível fiscal e falta uma justiça que não seja morosa e cara como a que temos", enumera José Alves da Silva, presidente da PME Portugal, associação de pequenas e médias empresas. "A única política atual de incentivo é o desespero do mercado interno. Como toda a gente está menos mal do que nós, as exportações aguentam-se. Mas nós estamos em queda livre", remata Sandro Mendonça.

Onde está o dinheiro?

Manuel Caldeira Cabral, professor de Economia na Universidade do Minho, não partilha do mesmo pessimismo. "As nossas exportações têm crescido acima da média da União Europeia e, desde meados da década de 2000, conseguimos taxas de crescimento superiores à da própria Alemanha. Se continuarem a este ritmo, com crescimentos de 8% a 9% ao ano, é perfeitamente possível atingir a meta dos 50 por cento."

Recordando que, em 2005, as exportações (bens e serviços) correspondiam a cerca de 28% do PIB, o professor acrescenta que, em 2012, estarão perto dos 38%, "o que representa um enorme crescimento em apenas sete anos". Mas existe capacidade instalada, no País, para continuar a aumentar as vendas ao exterior? Este especialista em comércio internacional responde que, nos últimos três anos, a retração do consumo interno tem levado os empresários a procurar mercados alternativos, transferindo para o estrangeiro o que deixam de vender em Portugal. "Por essa razão, não tem sido necessário muito investimento na capacidade instalada. Mas, para continuarmos com taxas de crescimento da mesma ordem de grandeza, os empresários necessitarão de avançar com investimentos, quer na modernização e ampliação das fábricas, quer na criação de novas unidades. Essa é a variável-chave."

O que tem acontecido, em Portugal, é, todavia, exatamente o contrário, pois o investimento baixará cerca de 14% em 2012 e poderá cair 10% em 2013. Para Caldeira Cabral, o sistema bancário terá de assumir um papel importante neste desígnio do Governo. Estarão os bancos dispostos a emprestar dinheiro em "condições razoáveis" aos empresários que querem exportar?

António Nogueira Leite, vice-presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos, garante que, ao longo dos últimos dez meses, o banco estatal tem "aumentado o novo crédito para empresas" e que, atualmente, a taxa média, no crédito às empresas "é inferior a 4 por cento".

"A CGD estava muito vocacionada para o crédito hipotecário, os projetos imobiliários e as grandes obras. Fizemos um enorme trabalho de reposicionamento. Nos últimos dez meses, apoiámos 3 mil operações das linhas PME Crescimento e temos no terreno mais de 4 mil milhões de euros de novo crédito para empresas. Especificamente para apoiar empresas exportadoras, criámos uma linha de crédito de 500 milhões de euros, 200 milhões dos quais já foram utilizados", reforça.

No entanto, os dados do Banco de Portugal são reveladores: o crédito concedido pelos bancos às empresas está em queda livre desde meados de 2011. Em setembro deste ano, registou-se o maior tombo: menos 8,1 por cento.

Exportar o quê?

Para a CIP - Confederação Empresarial de Portugal, o financiamento das empresas e a adoção de "uma agenda alargada para o crescimento e de uma política agressiva de atração de investimento direto estrangeiro" são fundamentais. "Na União Europeia, em quase todos os países de dimensão semelhante à de Portugal, as exportações correspondem a mais de 50% do PIB. A Áustria, por exemplo, que um ano após a sua adesão à UE apresentava um rácio igual ao que registávamos em 2011, ultrapassou os 50% em oito anos. Se seguirmos uma trajetória semelhante, atingiremos a referida meta em 2019. É uma meta ambiciosa, mas não só realizável como necessária", afirma Daniel Soares de Oliveira, chefe de gabinete do presidente da CIP.

Manuel Caldeira Cabral congratula-se com as medidas agora anunciadas pelo ministro da Economia para incrementar as exportações: "A taxa reduzida de IRC [de 10% para novos investimentos] que pode captar projetos interessantes e a criação de um banco de fomento [que garanta o financiamento das empresas através de fundos comunitários], mostram que existe, pelo menos, a motivação do ministro, nesta matéria."

Já Sandro Mendonça é mais cético. "Este é o mesmo ministério da Economia que mandou parar o carro elétrico, um produto cluster que fazia mexer diversos setores. Isto só para matar um projeto conotado com o Governo anterior. Afinal, querem exportar o quê?", pergunta.

"Se forem para os produtos industriais pesados, não chegamos lá", avisa José Alves da Silva. É certo que o ministro da Economia iniciou uma cruzada em defesa da "reindustrialização" do País. Mas há indústrias e indústrias. "A nossa exportação será de produtos altamente especializados e de elevadíssima qualidade, dos setores do têxtil e do calçado. Depois, temos know how na área da informática... e na agricultura poderemos exportar produtos muito específicos pelos quais há apetência na Europa, como a fruta para as escolas inglesas. Mas, em primeiro lugar, como área fundamental está o turismo, nos nichos sénior e da saúde", considera o presidente da PME Portugal. 

Daqui a oito anos, veremos se estamos perante mais uma previsão falhada. E em que estado estará o nosso PIB.

A meta: Contas difíceis

Mais uma Autoeuropa a laborar em Portugal não chegava para atingir o objetivo definido pelo ministro da Economia para as nossas exportações. A meta é ambiciosa e não se alcança sem uma série de políticas de crescimento, num país dominado pelas medidas de austeridade

Casa de partida: Ano 2011

  • Peso das exportações no PIB: 36%
  • Venda de bens: 42,5 mil milhões de euros (25% do PIB)
  • Venda de serviços: 19,2 mil milhões de euros (11% do PIB)
  • Total das exportações: 61,7 mil milhões de euros (36% do PIB)

Casa de chegada: Ano 2020

  • Peso das exportações no PIB: 50%
  • Total das exportações em euros: 85 mil milhões (considerando um PIB de 170 mil milhões de euros)

Oito anos de caminho: 2012-2020

  • Aumento necessário, por ano, do valor das exportações: 2,9 mil milhões de euros (1,7% do PIB)
  • Valor anual das exportações da Autoeuropa: 2,2 mil milhões de euros (1,3% do PIB)

Ferramentas para lá chegar:

Para fomentar o crescimento das exportações, o Governo necessita de criar medidas de apoio ao tecido empresarial. Eis algumas que estão a ser preparadas:

  • Descida do IRC - Reduzir o IRC a 10% para as empresas que façam investimentos pode ser um grande contributo para incentivar os empresários a avançarem com novos projetos e para captar investimento externo
  • Linhas de crédito - Sem financiamento (a custos razoáveis), a grande maioria dos empresários não consegue aumentar a capacidade produtiva para dar resposta à procura externa
  • Banco de Fomento - Poderá arrancar já em janeiro de 2014 e visa captar 25% dos fundos da União Europeia a atribuir a Portugal. Estas verbas serão canalizadas diretamente para o tecido produtivo
  • Licenciamento industrial - As novas regras vêm facilitar a criação de novas indústrias no País, pondo fim a um enorme processo burocrático que colocava entraves a quem queria investir. Deverá entrar em vigor, em pleno, no segundo semestre de 2013
O 'ranking' das maiores

Entre janeiro e setembro deste ano, estas foram as empresas que mais exportaram, segundo o INE

  1. Petrogal, fabricação de produtos petrolíferos refinados
  2. Volkswagen Autoeuropa, fabricação de veículos automóveis
  3. Portucel Soporcel, comércio por grosso de papel
  4. Continental Mabor, fabricação de pneus e câmaras de ar
  5. Volkswagen Aktiengesellschaft, sociedade gestora
  6. Repsol Polímeros, fabricação de matérias plásticas
  7. Bosch Car, fabricação de recetores de rádio e televisão
  8. Delphi Automotive Systems, fabricação de equipamento elétrico e eletrónico para veículos automóveis
  9. Somincor Sociedade Mineira de Neves Corvo, extração e preparação de minérios metálicos não ferrosos
  10. Peugeot Citroën Automobiles, agentes do comércio por grosso misto

Palavras-chave  exportações
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46 comentários
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10.000.000 de Consumidores
kizzaka
A falta de um objectivo claro para o desígnio nacional de Portugal leva-nos a alimentar ilusões. Para que as exportações pudessem ser a salvação da pátria, era necessário a Portugal produzir aquilo que mais ninguém produz, ou então, produzir melhor o que ja se produz.
Visto o nosso maior cliente nas exportações ser a Espanha, actualmente roída de dívidas, creio que uma das alternativas passaria por orientar a nossa produção para a satisfação dos dez milhões de consumidores que somos.
Seguir utilizador | 3 pontos | (Bem Escrito) | 13:33 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012 Responder
    Re: 10.000.000 de Consumidores   
kimarks | Seguir utilizador | 1 ponto | 5:47 | Quarta feira, 5 de Dezembro de 2012
    Re: 10.000.000 de Consumidores   
kizzaka | Seguir utilizador | 2 pontos | 14:46 | Quarta feira, 5 de Dezembro de 2012
    Re: 10.000.000 de Consumidores   
kimarks | Seguir utilizador | 1 ponto | 22:45 | Quarta feira, 5 de Dezembro de 2012
A greve dos estivadores
NÃO TENTO
A greve dos estivadores tem sido uma ajuda preciosa, não é?
Seguir utilizador | 2 pontos | 11:35 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012 Responder
    Re: A greve dos estivadores   
Apolo | Seguir utilizador | 2 pontos | 20:16 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012
    Re: A greve dos estivadores   
NÃO TENTO | Seguir utilizador | 2 pontos | 14:37 | Terça feira, 4 de Dezembro de 2012
    Re: A greve dos estivadores   
Apolo | Seguir utilizador | 2 pontos | 16:07 | Terça feira, 4 de Dezembro de 2012
    Re: A greve dos estivadores   
NÃO TENTO | Seguir utilizador | 2 pontos | 18:55 | Terça feira, 4 de Dezembro de 2012
    Re: A greve dos estivadores   
Apolo | Seguir utilizador | 2 pontos | 19:54 | Terça feira, 4 de Dezembro de 2012
    Re: A greve dos estivadores   
kimarks | Seguir utilizador | 2 pontos | 22:59 | Quarta feira, 5 de Dezembro de 2012
    Re: A greve dos estivadores   
Apolo | Seguir utilizador | 2 pontos | 23:18 | Quarta feira, 5 de Dezembro de 2012
    Re: A greve dos estivadores   
kimarks | Seguir utilizador | 1 ponto | 23:26 | Quarta feira, 5 de Dezembro de 2012
    ESTIVADORES PRIVILEGIADOS DESPREZAM DESEMPREGADOS   
fmvale | Seguir utilizador | 2 pontos | 23:27 | Quarta feira, 5 de Dezembro de 2012
    Re: A greve dos estivadores   
kimarks | Seguir utilizador | 1 ponto | 16:07 | Domingo, 9 de Dezembro de 2012
Eureka! Descobriram as exportações
x-man
Décadas perdidas de elites sem visão a viverem do consumismo e a venderem ilusões, bastava seguir os principios basicos da economia, ou observar que há países ricos graças às empresas exportadoras, no nosso caso são também as maiores importadoras, importante seria incentivar-se pelo diferencial.
Seguir utilizador | 2 pontos | (Bem Escrito) | 19:27 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012 Responder
    Re: Eureka! Descobriram as exportações   
Apolo | Seguir utilizador | 2 pontos | 20:47 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012
Sejamos sérios (Onde é que ouvi isto ?)
Antonio Serra
A Grécia tem uma balança de transacções positiva e continua na cepa torta . Poderia ser uma situação interessante se esse aumento correspondesse o um forte incremento das exportações e não a uma retracção nas importações.
Convêm lembrar que este aumento das exportações corresponde a empresas ligadas às energias alternativas, que como se sabe é mais um sector que tem a cabeça a prémio por este governo simplesmente porque o tem o pecado original , ou seja; foi uma situação herdada do anterior governo e na politica de terra queimada , apanágio do senhor Passos e Comp. o que importa é destruir .
Seguir utilizador | 2 pontos | 21:18 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012 Responder
IRC e Desemprego
Rosanpe
A redução a 10% para as empresas que queiram invastir, parece-me uma medida com um alcance reduzido.
O que se deve fazer é; reduzir o IRC, em relação ao nº de empregados que a empresatenha nos seus quadros. Comocada trabalhador é um contribuinte em potência, logo, as empresas podem reduzir no IRC uma determinada percentagem por cada um. Incentivando-se as empresas a criar empregos, que é o que o País mais necessita presentemente.
Uma empresa hoje pode obter milhares de Euros de lucro, com um reduzido nº de trabalhadores, devido à evolução tecnologica disponivel, se não houver nenhuma vantagem em criar mais postos de trabalho as empresas optam por adquirir máquinas, contribuindo assim involuntariamente para o desemprego, com todas as suas consequências. RP.
Seguir utilizador | 1 ponto | 14:20 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012 Responder
    Re: IRC e Desemprego   
kizzaka | Seguir utilizador | 2 pontos | 15:28 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
Apolo | Seguir utilizador | 2 pontos | 20:41 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
kizzaka | Seguir utilizador | 2 pontos | 20:54 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
Apolo | Seguir utilizador | 2 pontos | 21:59 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
kizzaka | Seguir utilizador | 2 pontos | 22:31 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
Apolo | Seguir utilizador | 2 pontos | 23:07 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
kizzaka | Seguir utilizador | 2 pontos | 23:25 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
Apolo | Seguir utilizador | 2 pontos | 23:47 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
Apolo | Seguir utilizador | 2 pontos | 23:54 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
kimarks | Seguir utilizador | 1 ponto | 23:33 | Quarta feira, 5 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
kizzaka | Seguir utilizador | 2 pontos | 0:01 | Quinta feira, 6 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
pedrox | Seguir utilizador | 1 ponto | 9:55 | Terça feira, 4 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
NÃO TENTO | Seguir utilizador | 2 pontos | 14:44 | Terça feira, 4 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
kizzaka | Seguir utilizador | 2 pontos | 20:17 | Terça feira, 4 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
kimarks | Seguir utilizador | 1 ponto | 16:32 | Domingo, 9 de Dezembro de 2012
Talvez se o PIB retrair...
acarreira
Se a retracção do PIB for suficientemente forte, mesmo com algum decréscimo das exportações, estas poderão aproximar-se dos 50% desse (paupérrimo) PIB.
Medir exportações em % do PIB, quando este está a diminuir, é enganador. O indicador importante é a variação do volume anual das exportações a preços constantes.
A curto prazo vamos exportar o que pudermos. Mas a médio e a longo prazo as exportações só terão sucesso se forem diferenciadas das dos nossos concorrentes, como alguém já comentou por outras palavras. Pressupõe que se esteja permanentemente a trabalhar para inovar e converter a inovação em produtos comercialmente viáveis. Mais do mesmo só resulta com mercados cativos, o que é um conto de fadas.
Seguir utilizador | 1 ponto | 16:04 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012 Responder
1 AUTOEUROPA por ano?
acarreira
Seria necessário o equivalente a mais de uma AUTOEUROPA por ano. Mas isso não pode ser conseguido apenas com investimento estrangeiro que é investimento sobretudo nómada e, mais ano menos ano (ou mesmo mais década menos década) muda-se para outros locais, como tem acontecido com inúmeras indústrias que por cá se instalaram e, 10 ou 20 anos depois, "Ala, que se faz tarde".
Este esforço vai exigir um mix de investimento (nómada e estrutural) estrangeiro para, nas respectivas indústrias, permitir endogeneização de know-how técnico e comercial, empresas nacionais, novas ou existentes que inovem e se internacionalizem e permanente investimento em inovação, de base e industrial, enquadrado pelo estado (que tem obrigação de proteger os interesses dos país e não apenas interesses particulares, por muito interessantes que possam parecer) e definido pelo sistema de I&DT nacional e epals empresas. Algum mercantilismo? Claro, o q.b.
Seguir utilizador | 1 ponto | 16:20 | Segunda feira, 3 de Dezembro de 2012 Responder
IRC e Desemprego
Rosanpe
Sr. "Kizzaka", quando alguém não precebe, o mal está em quem explica. Onde se lê; (as empresas optam por adquirir máquinas). Leia-se: as empresas optam por adquirir "robôs", que são aparelhos automáticos, geralmente em forma de boneco que são capazes de executar determinadas tarefas. E, sendo assim, terá que ser mudada a politica laboral. Além da redução do IRC, em função do número de trabalhadores, teria que ser reduzido também o nº de horas de trabalho. De outro modo, dificilmente haverá trabalho para todos. E quem não tem trabalho, torna-se dependente. RP.
Seguir utilizador | 1 ponto | 0:38 | Terça feira, 4 de Dezembro de 2012 Responder
    Re: IRC e Desemprego   
Apolo | Seguir utilizador | 2 pontos | 16:55 | Terça feira, 4 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
kizzaka | Seguir utilizador | 2 pontos | 20:27 | Terça feira, 4 de Dezembro de 2012
    Re: IRC e Desemprego   
Apolo | Seguir utilizador | 2 pontos | 22:54 | Terça feira, 4 de Dezembro de 2012
IRC e Desemprego
Rosanpe
Srs. Kizzaka e Apolo, penso que se estão a esquecer da lâmpada de "Aladino", aquela de onde sai o Mágico ou Génio, que resolve todos os assuntos de difícil resolução. Talvez que com uma "máquina" dessas, os nossos Governos solucionacem todas os problemas que eles próprios forjaram. De outro modo, não lhes noto, assim à distância, qualquer rasgo de imaginação que dê bons frutos. RP.
Cpts.
Seguir utilizador | 1 ponto | 23:50 | Terça feira, 4 de Dezembro de 2012 Responder
    Re: IRC e Desemprego   
Apolo | Seguir utilizador | 2 pontos | 20:43 | Quarta feira, 5 de Dezembro de 2012
CAIXA DE PANDORA (i)
123lagutrop
Uma caixa de pandora
na
Mitologia Cavaquista
Ou
As exportações como a Salvação Nacional
segundo Pedro Passos Coelho !...

Diz PPC que finalmente começámos a pagar as importações com as nossas exportações !...Atira-nos para a extrema pobreza
Excepto , ele e os seus protegidos inexperientes “boys” que vivem agora principescamente e terão uma luxuosa reforma ...
E enquanto o pau vai e vem , folgam as costas . E quem vier a seguir que feche a porta ... Assim , pobres , cada vez importamos menos . É fácil entender este pseudo milagre...
Se a “venda dos restos” não chegar , teremos o milagroso acrescimo nas exportações . Mas até quando ?
E as exportações , até com as recentes arrojadas e fiscalmente perigosas medidas : IVA e Certificados de Exportação , serão a Salvação Nacional ? Exportamos para uma Europa em crise !...
Temos ainda Angola , E.U.A. e China . Brasil ? Exportamos veiculos com uma AutoEuropa em crise !... Muitos dos produtos exportados têm uma forte componente importada ... É de realçar Vestuário e Calçado . Cimento ? Nem é bom falar no caso Cimpor ... Moldes , Vinhos e Mobiliário . Cortiça e Pasta de Papel . Nem é bom falar na história dos eucaliptos. Produtos
Farmaceuticos que faltam nas farmacias. Combustiveis. Pneus .
Minérios . Ouro !...
Mas não estará aberta uma caixa de pandora onde campeia uma
danosa evasão fiscal legitimada “de facto” com a actual ditadorial extorsão fiscal . Não me espanta a evidente ignorância senão incompetência de PPC , quando re
Seguir utilizador | 1 ponto | 22:13 | Sábado, 8 de Dezembro de 2012 Responder
    Re: CAIXA DE PANDORA (i)   
kimarks | Seguir utilizador | 1 ponto | 0:15 | Segunda feira, 10 de Dezembro de 2012
    Re: CAIXA DE PANDORA (i)   
kimarks | Seguir utilizador | 1 ponto | 23:06 | Segunda feira, 10 de Dezembro de 2012
CAIXA DE PANDORA (iI)
123lagutrop
Não me espanta a evidente ignorância senão incompetência de PPC , quando recordo uma
“cavaqueira” com um Governador do Banco de Portugal , e
ele ficou , com devido respeito , com uma “cara de parvo” ou
melhor , com uma cara de quem nunca antes admitiria que fosse possível haver evasão fiscal através das importações e/ou
exportações !...
Acrescem outras duvidas. Qual é a rentabilidade das presentes exportações ? Não estará o País a ser descapitalizado ?
Existe ou não evasão fiscal ?
Que mais surpresas nos mostrarão os próximos tempos?
Para além desta (des)governação deste incompetente Governo .
Seguir utilizador | 1 ponto | 22:14 | Sábado, 8 de Dezembro de 2012 Responder
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