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Relógio de Sol ou Clepsidra?

Espiral do Tempo

O exemplar mais interessante de relógio de sol do tempo da ocupação romana no território que é hoje Portugal, até porque o único rigorosamente datado e aquele que alguma controvérsia tem gerado, é um que não foi até hoje descoberto mas cuja existência está documentada numa inscrição.

Por Fernando Correia de Oliveira

Referimo-nos a uma lápide romana, de 16 a.C., trazida de Idanha-a-Velha por um antigo Conservador do Museu Etnológico Português (actual Museu de Arqueologia). Diz-nos Leite de Vasconcelos, em 1915, que se tratava da mais antiga inscrição romana no espólio do museu. Nela se lê "(h)orarium", e, segundo ele, poderá ter figurado num edifício construído de raiz para albergar um relógio de sol, na praça ou forum da capital dos Igaeditani.

A norte do Tejo, a actual Idanha-a-Velha (Civitas Igaeditanorum) revelou-se como o centro romano mais rico em inscrições latinas (mais ou menos 200), traduzindo a importância da urbe nas rotas comerciais da região no século I da nossa era.



A inscrição, uma das mais antigas que se conhecem em território da Lusitânia, diz-nos que um tal Q. Iallius Augurinus mandou construir, à sua custa, um "(h)orarium" (relógio), que ofereceu à cidade de Igaeditanis.

Leia toda a história sobre esta lápide romana