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As andanças nipónicas

Espiral do Tempo

Para fechar o capítulo oriental que temos vindo a desenvolver, deverá dizer-se que os portugueses não foram apenas responsáveis pela introdução do relógio na China. Embora sejam pormenores menos estudados, os mecanismos relojoeiros chegaram pelas mãos lusas à Índia (Goa) ou ao Japão.

Por Fernando Correia de Oliveira

Os portugueses tinham chegado em 1543 ao extremo sul do arquipélago japonês, Tanegashima, trazendo consigo outro instrumento revolucionário - a espingarda, acontecimento que ainda hoje é celebrado na zona, em festival anual.

Em 1551, aquando da chegada de São Francisco Xavier ao Império do Sol Nascente, a estratégia foi semelhante à usada em Macau: o missionário levava, entre vários presentes para impressionar os senhores locais, um relógio.



Deu esse relógio a Yoshitaka Ohuchi, daimio (governador local) de Suo - o nome antigo da parte mais oriental da que é hoje a Prefeitura de Yamagushi.

Uma célebre delegação de jovens príncipes japoneses à Europa, para visitar o papa (e que passou por Lisboa, numa altura em que Portugal já tinha perdido a independência para Espanha), levou consigo no regresso um relógio para o shogun (chefe militar, a verdadeira sede do poder no Japão feudal), Toyotomi Hideyoshi. Outros relógios mecânicos se seguiram, quase sempre através do Padroado Português do Oriente ou, o que queria dizer quase o mesmo, dos jesuítas.



O mais antigo relógio existente no Japão é um oferecido por essa altura pelo monarca peninsular, Filipe II, ao shogun Tokugawa Ieyasu - encontra-se actualmente no santuário de Toshogu, no monte Kuno, Prefeitura de Shizuoka.

Mas, para uma História da Relojoaria em Portugal, o caso mais interessante será o de João Rodrigues, jesuíta português que viveu muitos anos no Oriente e que foi uma personagem fascinante...

Saiba toda a história aqui

Leia mais sobre a introdução dos relógios mecânicos no Oriente:

Portugal e a relojoaria mecânica na China - Parte 1

Portugal e a relojoaria mecânica na China - Parte 2

Portugal e a relojoaria mecânica na China - Parte 3