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Web Summit prevê mais contratações em Portugal

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Eleanor McGrath, manager da Web Summit

Marcos Borga

O número de funcionários da empresa que organiza a Web Summit multiplicou-se por dez desde 2009. Eleanor McGrath, employee engagement manager, espera que número de trabalhadores continue a crescer.

Rui Barroso

Rui Barroso

Jornalista

Numa década, a empresa que organiza a Web Summit teve um crescimento exponencial. De um pequeno evento na Irlanda, passou para a realização de cimeiras com dezenas de milhares de participantes em Portugal, EUA, Canadá e Hong Kong. Com esse crescimento, o número de trabalhadores da empresa passou de 23 para 235 desde 2009. E o número deverá crescer, com especial foco em Portugal.

“Esperamos mais contratações, sobretudo na área de engenharia”, disse Eleanor McGrath, employee engagement manager da Web Summit, na conferência sobre o Futuro do Trabalho, realizada no âmbito do evento Melhores Empresas para Trabalhar, uma iniciativa da EXAME em parceria com a everis e a AESE Business School. Atualmente, 9% dos funcionários da Web Summit estão alocados a esta área. Além do escritório em Lisboa, onde espera ter uma equipa de 100 pessoas, a empresa prevê agora também abrir um outro no Porto, focado na área tecnológica, revelou recentemente o fundador da empresa, Paddy Cosgrave, numa entrevista à rádio Observador.

A Web Summit deverá continuar em Portugal até 2028, após a empresa ter fechado um acordo com o Governo e com a Câmara Municipal de Lisboa. A primeira edição no País tinha sido realizada em 2016. Este é o maior evento da empresa, que organiza também o Collision (com 30 mil participantes) e o Rise (16 mil), conferências de tecnologia na América do Norte e em Hong Kong. O evento em Portugal inicia-se já na próxima semana, entre 4 e 7 de novembro.

Além de Portugal, a Web Summit teve também de abrir escritórios naquelas geografias. A passagem de um negócio local para uma presença internacional criou “desafios significativos” na gestão das equipas, reconhece Eleanor McGrath. A responsável pelo envolvimento dos funcionários e por manter a equipa coesa e motivada diz que o segredo para manter “tudo ligado” é ter uma “visão clara” e implementar “ideias que podem mudar o mundo”. E conclui que “a cultura é o que motiva e retém talento”.