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Oficial: Cofina lança OPA sobre dona da TVI. Oferece €181 milhões e assume dívida

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Oferta foi anunciada ao mercado este sábado de manhã. Juntando à dívida que vai assumir, no valor de €75 milhões, dona da CMTV avalia empresa em €255 milhões no total.

A Cofina (dona do Correio da Manhã, da CMTV e do Jornal de Negócios) anunciou oficialmente este sábado a oferta pública de aquisição sobre o capital da Media Capital, que detém a TVI.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa liderada por Paulo Fernandes oferece €2,3336 por cada uma das quase 4,5 milhões de ações, representativas de 5,31% da empresa, ou €10,47 milhões. Estes 5,31% correspondem à participação do NCG Banco/Abanca (5%) e ao free float da empresa (0,26%).

A oferta surge no mesmo dia em que a Cofina anuncia ter fechado, a 20 de setembro passado, um acordo para a compra à espanhola Prisa dos restantes 94,69% do capital da Vertix, dona desta fatia da Media Capital, a um valor máximo de €2,1322 por ação, o que perfaz €170,63 milhões.

Assim, no total, entre o valor a pagar à Prisa pela participação na Vertix e nas ações da OPA, a Cofina investirá cera de €181 milhões. A este valor acrescem €75 milhões correspondentes à dívida da empresa, que coloca as responsabilidades totais da empresa de Paulo Fernandes em €255 milhões.

A Cofina estabelece seis condições para efetivar o lançamento da oferta: viabilização dos pressupostos do contrato de compra e venda pela Autoridade da Concorrência; autorização da compra pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social; autorização de aumento ou aumentos de capital da Cofina para financiar a compra da Vertix (há uma semana o ECO avaliava este valor em €80 milhões); luz verde da assembleia-geral da Prisa ao contrato de compra e venda; aprovação dos credores da Prisa e obtenção do registo prévio da Oferta junto da CMVM.

A dona do Correio da Manhã justifica que a compra da proprietária da TVI "integra-se na estratégia de consolidação dos media no plano global" e que a atividade das várias sociedades envolvidas se manterá "no essencial (...) permitindo potenciar o
investimento na expansão digital, o lançamento de serviços inovadores e a promoção e
desenvolvimento de conteúdos produzidos em Portugal, mantendo-se a Sociedade Visada
como um ativo com identidade portuguesa."