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Demissão: Francisco Lacerda renuncia à presidência dos CTT

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Francisco de Lacerda, CEO dos CTT

Alberto Frias

Empresa postal diz que, cumpridos os três pilares estratégicos pela administração, o CEO entendeu ser do interesse dos CTT fazer transição para nova liderança, que entre outras tarefas, terá a negociação para o novo contrato de concessão de serviço postal.

O presidente executivo dos CTT, Francisco Lacerda, apresentou esta sexta-feira a sua demissão dos cargos desempenhados na empresa postal, defendendo a necessidade de transição para uma nova liderança depois de estarem cumpridos "pilares críticos" na estratégia da companhia.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), a empresa refere que estão cumpridos os planos de transformação operacional e de modernização e investimento, de modernização da atividade de encomendas e de consolidação do Banco CTT e que a instituição deve agora "focar-se na preparação dos desafios que os CTT enfrentarão no mandato 2020/2022", nomeadamente a renegociação do contrato de concessão do serviço postal universal, que termina no final de 2020.

Segundo o jornal online Eco, que avançou a notícia, será João Bento, administrador não executivo indicado pelo maior acionista (Manuel Champalimaud, que tem 12,58% dos CTT) a liderar a instituição a partir de 22 de maio.

Francisco Lacerda chegou à presidência dos CTT a 24 de agosto de 2012, conduziu a privatização e cumpria agora o terceiro mandato (2017-2019, que terminava no fim deste ano), depois de ter feito uma carreira de 25 anos na banca, em instituições como o Banco Mello e Millennium BCP, além de ter sido também CEO da cimenteira Cimpor.

Os mandatos de Francisco Lacerda ficam marcados, além do processo de privatização, pela criação do Banco CTT, mas também por polémicas envolvendo contestações judiciais a deliberações do regulador do setor (Anacom) sobre os níveis de qualidade de serviço e pelo encerramento de estações, além da queda dos lucros e desvalorização do preço das ações. PCP e Bloco de Esquerda pediram em várias ocasiões a nacionalização da empresa.