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Gulbenkian e Rothschild juntas para apoiar startups que melhorem a sociedade

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O Maze X é um programa europeu que escolhe projetos que tenham um impacto social positivo em comunidades economicamente vulneráveis ou que promovam a sustentabilidade

Já estão escolhidas as 10 startups que vão participar na primeira edição do Maze X, um programa de aceleração de três meses, destinado a ideias de impacto que resolvam alguns dos atuais desafios sociais e ambientais. A iniciativa nasce de uma parceria entre a Fundação Calouste Gulbenkian – a quem pertence a venture Maze – e a Fundação Edmond Rotschild, e com o apoio da PLMJ como membro fundador corporativo. O BNP Paribas e a Casa do Impacto são os parceiros de aceleração deste projeto, explica a Gulbenkian em comunicado.

A ideia do Maze X, que tem um alcance europeu, é fazer chegar à comunidade produtos e serviços que possam efetivamente contribuir para a melhoria da qualidade de vida de comunidades economicamente vulneráveis, bem como agir em prol de um mundo mais sustentável. Desta forma, as Fundações tentam também dar continuidade àquilo que está na base da sua criação enquanto provedoras de serviços que cumpram a sua responsabilidade social.

Esta é uma “oportunidade para demonstrar que a resolução de problemas sociais e ambientais representam também oportunidades económicas, pelo apoio a soluções que aliam retorno financeiro com impacto social e ambiental positivo” explica à EXAME Luís Jerónimo, Diretor do Programa Gulbenkian de Coesão e Integração Social. O responsável salienta ainda o atual “posicionamento de Portugal enquanto plataforma de Tech for Impact, pela sua dimensão privilegiada para ser um local de experimentação e potencial replicação a nível europeu e ainda a inexistência de uma aceleradora de impacto de alcance europeu”. Tudo razões que tornaram esta iniciativa praticamente óbvia para as duas instituições.

O programa Maze X, que terá pelo menos três edições, garantiu Jerónimo à EXAME, recebeu 138 candidaturas de 32 países de todo o mundo com 15 áreas de intervenção distintas, mas com especial enfoque na sustentabilidade, economia circular e educação. Há quatro geografias representadas (Portugal, Alemanha, Áustria e Reino Unido) e projetos que vão desde um sistema de irrigação que prevê automaticamente o melhor plano para vários ambientes e cultivos permitindo uma poupança significativa de água e energia, até uma app que possibilita que os pais conheçam a comunidade de pais mais próxima e para que troquem de forma gratuita, espontânea e segura, serviços de babysitting.

Roadshow internacional

Jerónimo explicou ainda que o apoio das Fundações e dos parceiros envolvidos vai dar às startups acesso a um acompanhamento intensivo e personalizado por parte da equipa da MAZE, enquanto trabalharão em modo de residência na Casa do Impacto, que pertence à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. “As startups selecionadas terão oportunidade de testar as suas soluções no contexto de grandes empresas, sendo nesse aspecto fundamental o apoio da PLMJ, BNP Paribas e Luz Saúde. Terão ainda acesso a uma rede alargada de mentores e potenciais investidores nas suas soluções”. Para além disto, “o apoio das Fundações irá permitir a realização de um roadshow internacional em 3 capitais europeias”.

Questionado, o responsável não quis revelar qual o valor do investimento feito nesta iniciativa, esclarecendo apenas que o apoio de ambas as Fundações está garantido para as três edições do MAze X que já estão previstas. Esta não é, aliás, a primeira vez que ambas as instituições trabalham em conjunto, tendo já ao longo dos anos realizado alguns eventos em parceira “como foi o caso do acolhimento em Lisboa do programa de fellows da Rothschild”, no ano passado, lembra Jerónimo. Recorde-se que, na ocasião, os participantes da edição de Inverno do “The Ariane de Rothschild Fellowship”, que junta especialistas em programas de inovação social e pretende fazer a ponte entre as minorias da Europa e América do Norte, passaram uma semana em Lisboa. Participaram em eventos da Academia de Código, em conferências e conhecerem iniciativas na área da inovação social.

Projetos como este têm permitido “sinalizar áreas de trabalho comuns, nomeadamente no que diz respeito às áreas do investimento de impacto. O protocolo recentemente assinado formaliza a relação de proximidade entre as duas fundações, sendo a apoio conjunto ao MAZE X a primeira iniciativa realizada em parceria no âmbito desse protocolo”, esclarece ainda Luís Jerónimo.

O Maze X vai ser oficialmente apresentado no próximo dia 13 de maio. Veja abaixo quais as startups que farão parte da primeira edição deste programa.

As startups que participam no 1.º Maze X

1. Canguru Foods: Urban Food Box - Portugal

2. Chatterbox - UK

3. Goodbag - Áustria

4. MyPolis - Portugal

5. RNTERS - Portugal

6. SitEinander - Alemanha

7. Sparkl - Portugal

8. Springkode - Portugal

9. Trigger systems - Portugal

10. Tuki – UK