Exame

Siga-nos nas redes

Perfil

Montepio lança novo banco e quer levar empresas à bolsa

Exame

Marcos Borga

Instituição, com capitalização de €180 milhões, arranca com 120 funcionários e presença em nove regiões do País.

Há a partir de hoje um novo banco a operar em Portugal, dirigido ao segmento empresarial e de investimento e para apoiar o negócio internacional das empresas. O Banco de Empresas Montepio (BEM), que integra a dona do Banco Montepio, terá, no arranque, dez espaços empresa em nove regiões do país.

A instituição, que foi anunciada esta sexta-feira em Lisboa, dirige-se a um universo potencial de mais de 5 000 pequenas e médias empresas e a empresas com capitalização média, com foco nas que registam uma faturação superior a €20 milhões.

Em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia de apresentação, o presidente do conselho de administração do Banco Montepio disse que o objetivo da instituição, com uma capitalização de €180 milhões, é também levar as empresas a aceder ao mercado de capitais, seja participando no processo de colocação em bolsa, seja permitindo o acesso indireto.

Para isso, explicou Carlos Tavares, o BEM vai criar até ao fim do ano uma SIMFE (sociedade de investimento mobiliário para o fomento da economia), um organismo que, após admitido à bolsa, investe em ações e outros instrumentos financeiros de pequenas e médias empresas, intermediando assim o seu acesso aos mercados financeiros.

O banco contará desde já com 120 colaboradores e prevê contratar em breve mais funcionários para a área da banca de investimento. Alguns dos atuais clientes do Banco Montepio passarão também a ser servidos pelo BEM. "É um banco da microeconomia. Vai ser um banco das empresas e para as empresas," afirmou Carlos Tavares.

Já o ministro da Economia Pedro Siza Vieira, também presente na cerimónia, defendeu que o projeto do BEM é "testemunho inequívoco" da confiança que a banca coloca na economia portuguesa, num momento de crescimento, estabilidade das contas e redução da dívida pública, menos de uma hora depois de o primeiro-ministro ter ameaçado com a demissão do Governo caso os partidos no Parlamento aprovem a recuperação do tempo total de serviço dos professores relativo ao período do congelamento de progressões.