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Já é possível consultar contas de vários bancos numa só plataforma

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D.R.

Banco BiG começou a comercializar esta ferramenta. Filosofia open banking no âmbito da nova diretiva dos serviços de pagamentos permitiu a disponibilização deste novo serviço.

O princípio de que um cliente tem uma relação com vários bancos e que a informação é sempre com cada instituição isoladamente estão a terminar, com a introdução de regras europeias destinadas a fomentar a concorrência, entre bancos mas também incorporando as fintechs.

Legalmente, passou a ser possível um cliente ter acesso a toda a sua informação financeira num só momento, englobando, por exemplo, depósitos à ordem no Banco A, uma conta de acções e outro depósito no Banco B e ainda um fundo de investimento no Banco C. A questão agora é de implementação tecnológica, que está já a chegar aos clientes.

Possibilitar aos clientes de vários bancos consultar, de forma agregada num mesmo local, os saldos e outras informações sobre as suas diversas contas é o objetivo do BiG Total Banking, um serviço disponibilizado a partir desta quarta-feira pelo banco BiG.

Entre as informações que poderão ser acedidas no computador e no telemóvel estão, por exemplo, o valor total da carteira do cliente, o valor por banco e ainda dados relacionados com depósitos, ações, fundos de investimento ou obrigações, refere um comunicado da instituição.

O novo serviço está enquadrado nas funcionalidades disponibilizadas no âmbito do espírito de open banking previsto na Directiva de Sistemas de Pagamentos 2 (PSD2) que entrou recentemente em vigor, acrescenta.

O banco garante que esta solução é informaticamente segura, respeita o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados e depende do consentimento prévio do cliente para que a plataforma possa aceder aos dados bancários.

Para Carlos Rodrigues, “esta é uma ferramenta que estará ativamente presente na vida do cliente. Assim, focámo-nos em desenvolver um serviço seguro, inovador e sem custos,” afirma o presidente do conselho de administração do BiG.

O princípio subjacente à Directiva comunitária é o que permite o recurso a fintechs para vários serviços de pagamentos, mesmo sem que o cliente tenha conta junto dessa instituição, até porque muitas delas não aceitam depósitos.