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A alternativa  aos diesel 

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A Europa quer acabar com os veículos a gasóleo em breve. A BMW responde com um híbrido que pode ser uma alternativa interessante em termos de custos de utilização

Se é daqueles que não prescinde de uma berlina familiar, dotada do máximo conforto, capaz de um desempenho desportivo, e se, ao mesmo tempo, quer ser amigo do ambiente e entrar na onda dos veículos elétricos, o BMW 530e iPerformance pode ser a opção ideal para si.
Trata-se de um veículo híbrido plug-in (com carregamento externo da bateria) equipado com dois motores, um a gasolina e outro elétrico, que conseguem conjugar o melhor de dois mundos: um desempenho digno de um Série 5 e uma condução limpa, embora limitada à capacidade da bateria.


Sentados ao volante, o BMW 530e mantém-se fiel aos desempenhos característicos da marca bávara. Nem o “enxerto” de toda uma panóplia de equipamentos para o tornar híbrido pôs em causa a tão proclamada eficácia dinâmica da BMW. A interação entre os dois motores permite reduzir substancialmente o consumo, pois o sistema escolherá o modo elétrico nos arranques, nas manobras e nas velocidades muito baixas (quando o consumo é muito superior) e passará para o motor a gasolina, quando o veículo já estiver a circular em estrada.
Pode também juntar a potência dos dois, conseguindo acrescentar mais 68 cavalos aos 184 debitados pelo motor a gasolina de 2.0 litros, sempre que necessitamos de fazer uma manobra mais rápida, como uma ultrapassagem.

O BMW 530e permite ainda que o condutor force o uso exclusivo do motor elétrico, solução ideal para quem faça poucos quilómetros por dia e tenha a possibilidade de carregar a bateria durante a noite. A BMW anuncia que o veículo pode percorrer até 50 km em propulsão exclusivamente elétrica, mas a experiência mostra que só em situações muito excecionais se consegue essa autonomia.

Mais peso, menos espaço

Este híbrido é, em quase tudo, semelhante aos restantes veículos da Série 5. No entanto, o sistema elétrico aumentou-lhe o peso e reduziu-lhe o espaço. Para acomodar a bateria de iões de lítio, que se encontra debaixo dos bancos traseiros, os técnicos da marca da Baviera tiveram de reduzir a capacidade do depósito de combustível, dos 68 para 46 litros, o que se pode tornar um inconveniente numa berlina familiar, ideal para viagens longas.

No entanto, a colocação das baterias não roubou apenas a capacidade do depósito de combustível mas também afetou, consideravelmente, a bagageira, reduzindo-a em 120 litros, deixando-lhe um espaço útil de 410 litros. No interior, os acabamentos são do melhor que a BMW já construiu em modelos deste segmento. Os materiais são suaves ao toque e quase todos acolchoados, o que permite um nível de insonorização bastante elevado. É raro o uso de plásticos e, quando são aplicados, estão em zonas fora do contacto dos ocupantes.

A consola central está mais simples, e quase todas as operações podem ser efetuadas num único botão que funciona como um joystick. A informação e as opções de entretenimento do veículo são mostradas aos ocupantes num ecrã touchscreen de grandes dimensões. Os híbridos plug-in ainda não atingiram um ponto de evolução que suscite um interesse mais massivo, mas esta última geração do BMW 530 aproxima-se muito de uma alternativa aos diesel, em termos de custos de utilização. E essa alternativa será necessária em muitas cidades da Europa que querem proibir os veículos a gasóleo de circular dentro dos próximos anos.


O fim dos cabos?
O carregamento por indução das baterias chega finalmente ao mundo automóvel

> Mais prático

A BMW já começou a testar a tecnologia que permite carregar as baterias dos seus carros sem ser necessário ligar um cabo à tomada de corrente, tal como é possível fazer hoje com alguns telemóveis ou outros pequenos aparelhos elétricos. Para isso, criou uma plataforma, chamada Groundpad, que se coloca no chão no local de estacionamento do veículo. Deverá chegar a Portugal no próximo ano.

> Como funciona

Liga-se o Groundpad a uma tomada elétrica e coloca-se o aparelho no chão do lugar de estacionamento. Para carregar, basta estacionar o veículo com a frente em cima do Groundpad. Através de indução, por campos magnéticos que interagem com o veículo até uma distância de 8 centímetros, o aparelho carrega a bateria. Quando esta está a 100%, o sistema desliga-se sozinho.

> O outro lado

O carregamento por indução demora cerca de mais uma hora do que o carregamento através da ligação dos cabos. Além disso, o Groundpad não é um aparelho prático de transportar de um local para outro. O sistema é ideal para quem tenha garagem e estacione nela todos os dias, pelo menos durante quatro horas, o tempo necessário para recarregar, por indução, a bateria a 100%. Pode não parecer relevante, mas obriga ao estacionamento de frente, o que pode não ser muito prático para algumas garagens mais apertadas.