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Siza Vieira substitui Caldeira Cabral no Ministério da Economia

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Caldeira Cabral abandona a pasta da Economia

Marcos Borga

No dia da entrega do Orçamento do Estado para 2019 há quatro pastas ministeriais a mudar de mãos: Economia, Cultura, Saúde e Defesa.

A demissão de Azeredo Lopes, ministro da Defesa, na sequência do caso de Tancos deu o mote à remodelação governamental de António Costa na entrada do último ano da legislatura. Manuel Caldeira Cabral, o ministro da Economia que apostou fortemente na divulgação do potencial nacional no que à digitalização, turismo e tecnologia diz respeito, deixa a tutela e passa a pasta a Pedro Siza Vieira.

Siza Vieira é licenciado em Direito e durante vários anos lecionou matérias como contratação pública, direito bancário, project finance e insolvência, pode ver-se no seu currículo. Foi sócio da Morais Leitão, J. Galvão Teles e Associados, Sociedade de Advogados e, durante 15 anos, sócio da Linklaters LLP. É atualmente ministro adjunto do primeiro-ministro, cujo cargo acumulará com o da tutela da Economia.

Já a pasta da Defesa é entregue a João Gomes Cravinho, enquanto Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde, vai ser substituído por Marta Temido. Campos Fernandes tem estado sob fogo cerrado nos últimos meses, com as contestações dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde a subir de tom e a juntarem-se às demissões em bloco de administrações hospitalares que foram acontecendo sob o seu mandato.

Quem sai também é Luis Castro Mendes, até agora à frente do Ministério da Cultura. A pasta será assegurada por Graça Fonseca. Segundo nota da Presidência da República - Marcelo Rebelo de Sousa aceitou a remodelação governamental este domingo, dia 14 de outubro, e empossa os novos ministros amanhã ao meio-dia - todos os ministros saem por vontade própria. Já teriam manifestado essa vontade a António Costa, que aproveita assim a saída de Azeredo Lopes para uma remodelação nas quatro pastas.

Esta semana será marcada pela apresentação do Orçamento do Estado para 2019, um documento que os especialistas esperam com poucas surpresas, uma vez que corresponde ao ano de eleições legislativas. As linhas gerais do documento foram sendo divulgadas por fontes dos partidos que reuniram com Mário Centeno, o ministro das Finanças, ao longo da última semana.

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