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Estado pronto a investir em startups juntamente com os privados

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Está finalmente no terreno o fundo 200M, destinado a co-investir em startups em Portugal. Ao abrigo do programa, quem investir no sector pode ter a companhia do Estado português no mesmo montante.

Tiago Freire

Tiago Freire

DIRETOR DA EXAME

Custou mas foi. Mais de dois anos após o seu primeiro anúncio, o fundo 200M chega finalmente ao terreno e está pronto a investir. O programa do ministério da Economia pretende atrair startups para Portugal e apoiar o investimento em startups que já cá estejam. O princípio é simples: ao abrigo do 200M, um privado que invista neste tipo de empresas pode ser acompanhado pelo Estado no mesmo valor, diluindo o seu risco.

Há 200 milhões para investir, num intervalo de entre 500 mil e cinco milhões por cada investimento. Um privado que queira investir numa startup em Portugal pode candidatar-se a este programa. O fundo 200M, gerido pela PME Investimentos, não financia o investimento do privado mas, depois de avaliar a candidatura e a empresa beneficiária, pode acompanhar o investimento do privado.

Desta forma, o privado reduz o seu risco, porque só precisa de alocar parte do montante que a startup precisa para se desenvolver.

Há vários mecanismos para regular o co-investimento, numa relação que tendencialmente durará anos e funcionará em conjunto, em termos de acompanhamento da própria empresa.

Por exemplo, passado algum tempo o privado pode comprar a participação do Estado, assegurando uma rentibilidade mínima fixada, para os dinheiros públicos.

As candidaturas estão agora oficialmente abertas.