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O que aprendemos com uma década de crise

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Estaremos mais preparados para uma nova tempestade financeira e económica? Fomos à procura das respostas num trabalho extenso e profundo que dá capa à EXAME deste mês.

Não parece, mas já passaram dez anos. A crise económica e financeira, a Grande Recessão, germinou nos EUA a partir de 2007/2008 e estendeu depois os seus longos braços ao mundo. Uma situação que deflagrou com o subprime e que desaguou na falência do Lehman Brothers, que fez perigar o sistema financeiro norte-americano e depois o global e que obrigou os Estados a meter a mão por debaixo da banca para evitar maiores contágios. Daí à crise do euro e das dívidas soberanas foi um passo, que só teve amortecimento com a entrada em jogo da bazuca do BCE.

Ainda andamos todos a apanhar os cacos desse 15 de setembro de 2008 em que um dos maiores bancos norte-americanos simbolicamente ruiu, e é das ondas de choque nos anos que se lhe seguiram que dá conta a edição da EXAME deste mês. Um especial de 52 páginas onde os jornalistas Nuno Aguiar e Clara Teixeira foram à procura das lições que nos ficam da crise que destruiu empregos e riqueza e obrigou a reforçar as instituições para evitar que episódios semelhantes voltem a acontecer no futuro.

E é também sobre esse futuro e sobre o que aprendemos com os anos de chumbo da crise que nos falam personalidades como o comissário europeu Pierre Moscovici, o governador do Banco de Portugal Carlos Costa, o ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos ou Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos, entre outros, que ou em artigos de opinião ou em entrevistas, partilharam com a EXAME os seus pontos de vista sobre a crise. Uma análise abrangente e aprofundada que pode encontrar nas bancas na edição de setembro.

Em destaque na EXAME deste mês está também Miguel Maya, o homem que tem a missão de fazer crescer o BCP. O perfil e as caraterísticas da gestão do novo CEO do banco privado, que sucedeu a Nuno Amado no cargo e que é visto pelos seus pares como uma pessoa “com ideias muito próprias” e “muito frontal.”

Ainda no setor empresarial, como a Oitante está a conseguir recuperar o valor dos ativos “tóxicos” do Banif, e o negócio das residências universitárias, em que family offices e grandes grupos internacionais estão a apostar em investimentos de dezenas de milhões de euros para responder à procura crescente por alojamento.

Finalmente, uma entrevista a Bernardo Pires de Lima, que analisa as guerras comerciais e o comportamento da União Europeia que, segundo o investigador, “vende mal a mensagem de ser um gigante económico e comercial.”

A edição deste mês da EXAME já pode ser encontrada nas bancas ou através da assinatura da versão em papel ou digital. Boas leituras. E acompanhe ainda a melhor análise e opinião em Exame.pt.