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Consumo faz acelerar a economia portuguesa para 2,3%

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Carsten Koall/ Getty Images

No segundo trimestre deste ano, a economia portuguesa acelerou ligeiramente para um crescimento de 2,3% face ao mesmo período de 2017, mostram os dados publicados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Um valor conseguido graças ao maior dinamismo do consumo privado. Portugal cresce, assim, acima da média da Zona Euro

Nuno Aguiar

Nuno Aguiar

Jornalista

As famílias portuguesas consumiram mais. Foi esse o principal fator por trás do maior ímpeto da economia nacional entre abril e junho deste ano. Segundo o INE, nesses mesmos meses, observou-se uma desaceleração do investimento e a procura externa líquida - exportações subtraídas de importações - continuou a dar um contributo negativo.

"A procura interna registou um contributo mais positivo, em resultado da aceleração do consumo privado, enquanto o Investimento apresentou um crescimento menos acentuado, determinado em larga medida pela diminuição da Formação Bruta de Capital Fixo em Material Transporte, refletindo o efeito base da forte aceleração verificada no 2º trimestre de 2017. A procura externa líquida apresentou um contributo negativo idêntico ao observado no trimestre anterior", pode ler-se no destaque do INE.

Depois de ter avançado 2,1% no primeiro trimestre, nos primeiros seis meses do ano, a economia portuguesa está assim a crescer em torno dos 2,2%. Ligeiramente abaixo da previsão do Governo para a totalidade do ano (2,3%). Recorde-se que, no ano passado, o PIB aumentou 2,7%. O maior crescimento desde 2000.

Numa análise em cadeia - isto é, comparando este segundo trimestre com o primeiro - houve também uma ligeira aceleração do crescimento, de 0,4% para 0,5%. Nesta óptica, a procura externa líquida deu um contributo menos negativo, com a soma do consumo e do investimento a manter o mesmo contributo positivo.

Afinal a Europa cresceu mais do que se pensava

Também esta manhã, o Eurostat reviu em alta a sua previsão de crescimento para a Zona Euro, concluindo agora que o conjunto dos países da moeda única cresceu 2,2%, ligeiramente abaixo do valor observado em Portugal. Ainda assim, trata-se de um arrefecimento no euro, cuja economia tinha avançado 2,5% no primeiro trimestre do ano.

As economias com melhor comportamento entre abril e junho são a Letónia, Chipre, Eslováquia e Lituânia. Os quatro países cresceram a um ritmo alto, com variações do PIB entre 3,7% e 4,2%. Do lado oposto do espectro, a Itália continua a desiludir, crescendo apenas 1,1%.