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Keycafe entra em Portugal para entregar chaves aos turistas

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Até ao final do ano a empresa canadiana quer ter 25 localizações na capital e pondera avançar depois para o Porto. “Esperamos que Lisboa seja uma grande cidade para a Keycafe," diz o CEO da empresa.

Com o mercado a crescer a dois dígitos ao ano, o alojamento local em Portugal continua a atrair novas empresas de serviços dedicados a este negócio turístico. Uma das entradas mais recentes é a da canadiana Keycafe, empresa que desenvolveu uma solução que permite entregar a chave do alojamento ao hóspede ou recebê-la de volta sem necessidade de contacto pessoal.

No centro desta funcionalidade estão pequenos contentores denominados SmartBox, que são instalados nas paredes de cafés, restaurantes ou outras zonas de grande afluência, com um ecrã eletrónico e várias gavetas destinadas a guardar as chaves. Em Lisboa em menos de um mês já são quatro os locais com contentores instalados: o Can the Can Lisboa na Praça do Comércio, a pastelaria Centro Ideal na Graça (a primeira a receber o serviço) e as lavandarias Lavamil (Rua da Madalena) e WashStation (Rua dos Remédios, Alfama).

Depois de registar-se na plataforma eletrónica, o utilizador que pretende deixar as chaves ao hóspede dirige-se ao local onde está o contentor, coloca um porta-chaves de rastreio nas chaves, regista-as e coloca-as na SmartBox. Os hóspedes recebem as credenciais relativas ao levantamento da chave (localização e horário do Keycafe e código de acesso à gaveta respetiva) através de mensagem sms ou e-mail.

O acesso às chaves faz-se digitando esse código no ecrã tátil colocado no contentor, abrindo assim a gaveta correspondente. É possível integrar a aplicação com a conta da plataforma de reservas Airbnb e programar o intervalo de tempo durante o qual as chaves estarão disponíveis, coincidindo com o período do aluguer. De cada vez que as chaves são levantadas ou entregues no recetáculo, o utilizador recebe uma mensagem no telemóvel. A instalação é gratuita e o objetivo é que os espaços escolhidos beneficiem do movimento de pessoas gerado pela existência do dispositivo naquele local.

Já os proprietários do alojamento local têm de pagar para usar o serviço, podendo escolher entre três planos: pré-pago para uso ocasional (5,95 euros por cada levantamento e mais 50 cêntimos por cada dia de armazenamento); básico (6,95 euros por mês e por chave, a que acresce 2,95 euros por cada levantamento) e ilimitado (15,95 euros por mês por cada chave, sem limite de movimentos e armazenamento). Estes dois últimos são faturados anualmente – ou seja, o pagamento é feito à cabeça para um ano.

“Esperamos que Lisboa seja uma grande cidade para a Keycafe e estávamos ansiosos por esta entrada,” disse à EXAME o CEO e co-fundador da Keycafe, Clayton Brown, que esteve pessoalmente em Portugal no momento do lançamento da primeira localização na Graça, durante umas férias com a família.

Clayton espera estender o serviço a 25 localizações em Lisboa até ao fim do ano e acrescentar mais sítios no ano que vem, podendo nessa altura começar a expansão para o Porto - embora não haja ainda intenção firme nesse sentido. “Temos de ver primeiro como funcionam as primeiras localizações em Lisboa,” justifica. Entretanto, a operação em Portugal está a contratar. Segundo o site, a empresa procura um customer experience specialist com domínio do francês e do inglês.

Aquando da entrada no País, a Keycafe – criada em Toronto em 2012 - estava já em dez mercados e 34 cidades, com mais de 650 localizações espalhadas por países como Canadá e EUA, Japão e Austrália e em alguns dos principais destinos europeus. Aqui ao lado, em Madrid e Barcelona, soma já 18 posições.