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Empresas do mar aceleram com novo programa

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Marcos Borga

Já abriram as inscrições para o programa Blue Bio Value, da Fundação Oceano Azul e da Fundação Calouste Gulbenkian. Objetivo é apoiar projetos de investigação, startups ou PME que apostem em novos negócios, nas áreas da biotecnologia e biorrecursos marinhos

Decorrem até 19 de Agosto as inscrições no programa Blue Bio Value, que procura projetos de investigação e empresas que precisem de ganhar escala com base em novas soluções ligadas à economia do mar, numa vertente sustentável.

Este programa foi lançado pela Fundação Oceano Azul - detida pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos - e pela Fundação Calouste Gulbenkian, com uma meta muito clara: atrair projetos e ideias que representem uma oportunidade de negócio ao longo da cadeia dos biorrecursos marinhos, incluindo biotecnologia, e que tenham como solução o desenvolvimento de produtos ou serviços sustentáveis e cuja exploração resulte num impacto positivo no desenvolvimento da atividade sustentável do oceano.

Na prática, esta é uma iniciativa que visa a aceleração de soluções, sejam elas de uma vertente de investigação com possibilidades de aplicação prática e com viabilidade económica, sejam de startups ou PME que precisem de ganhar escala ou desenvolver novas competências para tornar os seus produtos e oferta mais robustos.

De acordo com a organização, são três os critérios que servirão de avaliação aos projetos: a sua forte componente científica e tecnológica; que tenham alto valor acrescentado; e que se enquadrem na bioeconomia azul.

As inscrições fecham a 19 de Agosto e as candidaturas vencedoras serão conhecidas no último dia desse mesmo mês. Segue-se a entrada num programa, que se inicia a 25 de Setembro e que durará oito semanas. Neste, a Fundação Oceano Azul e a Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a Fábrica de Startups, a Bluebio Alliance e a Faber Ventures, irão apoiar as empresas participantes a validar a tecnologia desenvolvida; adquirir competências de gestão, criando assim as bases para o desenvolvimento de novos produtos e serviços economicamente viáveis e que forneçam um mercado global; aceder a uma rede única de mentores nacionais e internacionais, parceiros especialistas no sector, clientes potenciais e investidores.

Os cadidatos podem apresentar projetos focados em qualquer área dos recursos marinhos sustentáveis, mas a edição deste ano procura, sobretudo, soluções para quatro desafios: como alimentar uma população crescente; alterações climáticas e redução de emissões de CO2; escassez de recursos e redução/substituição de plásticos; soluções de bem-estar para uma população mais envelhecida.

Segundo a organização, que quer estender o caráter atrativo de Portugal para as startups às actividades relacionadas com o mar, "a Fundação Oceano Azul e a Fundação Calouste Gulbenkian assumiram o compromisso de investir, pelo menos, 1 milhão de euros nos três anos de implementação do programa Blue Bio Value e pretendem acelerar entre 10 e 20 empresas portuguesas e estrangeiras por ano".