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Comércio e turismo são os motores da economia

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A antiga Casa Oriental deu lugar a dois negócios: o da “conserveira do Porto” e o dos “pastéis de bacalhau”, ambos em versão gourmet e pouco tripeira. “Quando passava lá com os meus alunos, abanava os ridículos bacalhaus de plástico, pendurados à porta. Tanto os insultei que tiraram aquilo”, conta, divertido, o geógrafo Rio Fernandes

LUCÍLIA MONTEIRO

Seis em cada dez euros de crescimento da economia portuguesa vieram do comércio e do turismo, mostram os dados publicados hoje pelo INE. As maiores travagens vieram da indústria e da construção.

Nuno Aguiar

Nuno Aguiar

Jornalista

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou hoje que a economia portuguesa cresceu 2,1% nos primeiros três meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Esse resultado foi conseguido essencialmente devido ao comércio e ao alojamento e restauração.

Essas atividades, que o INE junta num só setor, foram responsáveis por 62% da variação homóloga da economia. Isto é, do reforço de 495 milhões de euros do valor acrescentado bruto (VAB) português, 307 milhões vieram dessa área.

O setor apresentou também a maior variação homóloga (3,7%), seguido pela agricultura (3,4%) e energia, água e saneamento (2,1%).

A indústria também cresceu (1,5%), mas a atividade arrefeceu substancialmente em comparação com o trimestre anterior, travando o crescimento da economia portuguesa. “O VAB do ramo da Indústria foi uma das componentes que mais contribuiu para esse abrandamento, passando de uma variação homóloga de 3,5% […] para 1,5%, o que se traduziu em contributos de, respetivamente, 0,4 e 0,2 pontos percentuais”, escreve o INE.

A construção também perdeu ímpeto no arranque do ano. Depois de ter crescido 5,8% no último trimestre de 2017, o setor avançou apenas 0,8% nos primeiros três meses de 2018. Transportes, armazenagem e informação mantiveram o contributo negativo para o crescimento da economia. São a única atividade nessa situação.

A mesma publicação do INE confirma que a economia portuguesa cresceu 2,1% nos primeiros três meses de 2018, o que revela uma desaceleração face aos valores atingidos nos trimestres anteriores.