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Em 2017, houve uma “convergência real” entre Portugal e a Zona Euro

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Luís Barra

A afirmação é do Banco de Portugal, ao notar que, para além de um crescimento acima da média do produto interno bruto, o PIB per capita também avançou mais rápido do que na média dos países da moeda única.

Nuno Aguiar

Nuno Aguiar

Jornalista

“As alterações demográficas, incluindo os fluxos migratórios, ocorridas em Portugal e noutros países da área do euro nos últimos anos tornam particularmente relevantes as comparações com base na evolução do PIB per capita”, escreve o banco central no seu mais recente Boletim Económico, publicado esta manhã. “O PIB per capita aumentou 2,9% em Portugal e 2,2% na área do euro, indiciando uma convergência real da economia portuguesa com o conjunto dos países do euro.”

O BdP explica que o dinamismo da economia nacional acompanha o resto da moeda única, notando que “na última década, a sincronização cíclica entre Portugal e a área do euro permaneceu elevada”. Ou seja, quando a Europa cresce, isso é uma boa notícia para o PIB português. No entanto, a crise económica – sentida mais em Portugal do que, por exemplo, na Alemanha – levou a um aumento do hiato do produto em Portugal face à Zona Euro. Isto é, Portugal ficou mais longe da sua capacidade máxima de produção do que a generalidade dos países da moeda única. Em 2017, essa maior dispersão aproximou-se dos níveis observados no arranque da união monetária.

“O maior dinamismo da atividade económica em Portugal em 2017 foi transversal aos principais setores de atividade e ficou a dever-se, sobretudo, ao crescimento mais acentuado das exportações e da formação bruta de capital fixo e, em menor grau, à ligeira aceleração do consumo privado”, acrescenta o Banco de Portugal. “Apesar da recuperação registada desde 2013, no final do ano a atividade económica em Portugal permanecia ainda 1,3% abaixo do nível observado em 2008, no início da crise financeira internacional.”