Exame

Siga-nos nas redes

Perfil

Fundo da Menlo Capital entra na Stay Hotels

Exame

DR

O fundo de capital de risco SC1, que está presente na Ach.Brito e na Lisbon Apartments, passa a ter, com dois fundos da Inter-Risco, o controlo conjunto da Stay Hotels, que gere oito unidades.

O fundo de capital de risco SC1, gerido pela Menlo Capital, vai entrar no capital da empresa hoteleira Stay Hotels, atualmente detida em exclusivo por dois fundos da Inter-Risco. Com a entrada da SC1, os Fundos Inter-Risco – que controlavam a firma dona de oito hotéis – manter-se-ão no capital.

A chegada do fundo da Menlo à Just Stay Hotels (a holding que detém os hotéis da marca Stay Hotels em Portugal) foi notificada à Autoridade da Concorrência no passado dia 13, de acordo com aviso desta entidade publicado na sexta-feira, 20 de abril. A EXAME contactou a Menlo Capital e a Inter-Risco mas, até ao momento, não obteve resposta às questões colocadas.

A Stay Hotels foi criada no Porto em 2013 e está atualmente nas mãos de dois fundos do universo Inter-Risco, o Inter-Risco II e o Inter-Risco II CI.

Segundo informações no site da Inter-Risco, o objetivo para 2018 na rede de hotéis passa por comprar unidades nas principais capitais de distrito, sobretudo em Lisboa e no Porto e chegar, através das aquisições, a 18 unidades nos próximos anos. No final do ano passado ocorreu a mais recente compra, a do negócio do Grande Hotel de Paris, no Porto. Além desta unidade, o grupo tem ainda mais um hotel no Porto (o Porto-Trindade), e estabelecimentos em Lisboa, Torres Vedras, Faro, Guimarães, Évora e Coimbra (um hotel em cada cidade).

Com as integrações de novas unidades a Inter-Risco pretende, de acordo com informação no site, dar “gestão profissional, ferramentas CRM de apoio à gestão, sistemas de informação integrados, função comercial e obter economias de escala” às unidades compradas para obter uma cadeia de “hotéis limited service.” A Stay Hotels esperava faturar 5,8 milhões de euros em 2017.

Até 2015, o fundo Inter-Risco II, que tem o BPI como sponsor e o Fundo Europeu de Investimentos e a Fundação Calouste Gulbenkian como investidores de referência, comprometeu 66,5 milhões dos 81,5 milhões de euros de dotação, em seis investimentos de cinco a 20 milhões de euros. Com maturidade 2010-2020, encontra-se atualmente “em fase de maturação ou desinvestimento das suas participações,” lê-se no site, tendo já vendido a presença no grupo 32 Senses (em 2014) e da Frissul/Frigomato (no ano passado).

Já o Inter-Risco II CI, subscrito na totalidade pelo BPI e pela Inter-Risco e que terminou o período de investimento em 2016, tinha uma dotação de 30,05 milhões de euros. Ao longo do intervalo de entrada, constituiu “posições maioritárias ou minoritárias de referência” em várias PME e está igualmente em maturação/desinvestimento. Além destes dois, a Inter-Risco gere ainda um outro fundo mais antigo, o Caravela.

Do lado da Menlo, o fundo SC1 investe entre quatro a seis milhões de euros por empresa e com uma posição acionista superior a 30%, com desinvestimento previsto a partir do quinto ano. Na carteira de posições da empresa liderada por Ricardo Cunha-Vaz estão o fabricante de sabonetes Ach.Brito e a Lisbon Apartments, que vende estadias curtas em Lisboa. Entre os investidores do fundo está o PVCi (Portugal Venture Capital Initiative), do Fundo Europeu de Investimento.