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Jorge Coelho regressa à administração da Mota-Engil

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Rui Duarte Silva / Arquivo

O nome do ex-ministro do PS consta da proposta que será levada à assembleia-geral da construtora no mês que vem. Com ele entram também Seixas da Costa e duas novas administradoras.

O antigo ministro socialista Jorge Coelho, que já desempenhou funções de presidente executivo da Mota-Engil, está de regresso à administração da construtora. O nome do ex-ministro consta da proposta de membros do conselho de administração (CA) que a assembleia-geral do grupo vai votar no próximo dia 11 de maio e que esta quinta-feira foi dada a conhecer em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No elenco proposto, onde António Mota se mantém como presidente do conselho de administração, haverá três vice-presidentes do CA (hoje são dois): Jorge Coelho, Gonçalo Moura Martins (o atual CEO) e Arnaldo Costa Figueiredo. Estes dois últimos nomes transitam da equipa anterior para o novo mandato, a decorrer entre 2018 e 2021.

Quem também entra na equipa é o embaixador Francisco Seixas da Costa (que está também nas administrações da EDP Renováveis e da Jerónimo Martins), a que se juntam Sofia Salgado Cerveira Pinto e Ana Paula Chaves e Sá Ribeiro, os três como vogais.

Para acomodar a entrada dos quatro novos membros, a assembleia-geral terá ainda de aprovar o alargamento do número máximo de administradores dos atuais 17 para 21.

Será assim o regresso de Jorge Coelho à construtora, a cuja presidência executiva chegou há dez anos, em 2008, tendo deixado os cargos que ocupava cinco anos depois, em 2013.

"Nestes cinco anos, dei tudo o que podia e sabia para o êxito do Grupo Mota-Engil. Assumo que a um ritmo vertiginoso e cuja continuidade, para mim, exigiria uma energia que não é humanamente renovável", dizia na altura, em nota enviada à comunicação social. Para o seu lugar foi então indicado Gonçalo Moura Martins, enquanto Jorge Coelho passou a liderar o conselho consultivo estratégico da Mota-Engil.

A passagem de Jorge Coelho pelos governos socialistas terminou em 2001, quando se demitiu de ministro do Equipamento Social na sequência da queda da ponte de Entre-os-Rios. Entretanto criou um negócio próprio, a Queijaria Vale da Estrela em Mangualde, próximo de Contenças, a sua terra natal.

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