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Alexandre Fonseca: “A tecnologia 5G não precisa ainda de ser massificada”

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Luis Barra

O futuro das cidades inteligentes está em discussão em Lisboa, e a Altice quer estar na linha da frente destes projetos, em Portugal.

Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal, disse à VISÃO, que a quinta geração das redes móveis, a 5G ainda demorará uns anos para estar disponivel em larga escala justificando que “a atual largura de banda é suficiente para suprimir as necessidades atuais”.

Para o gestor, a “massificação dos carros autónomos e o crescimento da internet das coisas”, serão dois pontos-chave para o avanço do 5G, pois aumentarão substancialmente o número de dispositivos ligados por quilómetro quadrado e necessitarão de maior velocidade de transmissão de dados.

Alexandre Fonseca falou à VISÃO no Centro de Congressos de Lisboa, onde está a decorrer a Lisbon Smart Cities Summit, de 11 a 13 deste mês, evento que já vai na sua terceira edição. Para além das conferências, conta ainda com um recinto de expositores, onde indústria e autarquias mostram o melhor do que se faz no País em matéria de cidades inteligentes.

Para o CEO da Altice Portugal, a “base das cidades inteligentes são os dados. A capacidade de recolher, agregar, classificar, trabalhar e usar os dados é fundamental para este desenvolvimento”.

No painel de encerramento do primeiro dia do congresso, Alexandre Fonseca salientou que a iniciativa privada deve ter um papel fundamental na construção das cidades inteligentes. “Nem todas as ações necessárias para a construção de uma smart city são da responsabilidade da autarquia. A maioria deve ser a actividade privada e dos cidadãos. Aos municípios, bem como à administração central, cabe o papel de criar condições e incentivar que estas ações aconteçam”,

Até porque, as autarquias enfrentam “claras dificuldades orçamentais” e estão obrigadas a fazer face à “disponibilização de boas condições de vida às suas comunidades”. Neste contexto, o gestor realçou que “a tecnologia é talvez o melhor parceiro” das cidades, pois veio “simplificar, facilitar, aumentar a eficiência com custos mais baixos para a sociedade”.

Rumo à internacionalização

Em conversa com a VISÃO, Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal de Viseu, e um dos promotores do evento, garantiu que a próxima edição do próximo ano será realizada na Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações, porque “o espaço do Centro de Congressos de Lisboa começa a ser curto para o número de expositores que querem estar presentes“.O autarca admite ainda que o objectivo de futuro será a captação do interesse de outros países. “Já conseguimos amadurecer o projecto e o próximo passo será a internacionalização”, afirma..

Um dos grandes pontos de interesse do evento prende-se com a criação do primeiro carro autónomo português, justamente no município gerido por Almeida Henriques. Trata-se de um autocarro que circula apenas de um ponto A a um ponto B, com uma via dedicada e exclusiva, que veio substituir o funicular que existia anteriormente. Recebeu o curioso nome de Viriato e , até agora, não registou qualquer acidente no seu funcionamento.