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Síria provoca maré vermelha nos mercados

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O anúncio de que os EUA e os aliados poderão atacar a Síria nos próximos dias está a pesar no sentimento dos investidores sobretudo na Europa .

Na Europa os principais índices acionistas estão a negociar em terreno negativo esta quarta-feira, 11 de abril, na sequência da informação de que Donald Trump está a estudar uma ofensiva à Síria, com o apoio da França e do Reino Unido, que já se manifestaram sobre o assunto. A decisão surge depois de novo ataque com armas químicas, desta vez na cidade de Douma, alegadamente prepertado pelo regime de Bashar al-Assad.

Ouvido pela Bloomberg, o economista-chefe e diretor de investimento da GAM, Lawrence Hathaway, esclarecia que este sentimento negativo dos investidores, para além de considerar as “trágicas perdas humanas”, se prende também com o facto de esta ofensiva dos aliados poder “afetar os aspetos fundamentais do crescimento” económicos e o “fornecimentos de matérias-primas”, nomeadamente na área da energia.

Certo é que na Europa todas as principais praça negociavam no vermelho, com perdas entre os 0,20 e 1%. O Stoxx 600, que reúne as maiores cotadas do ‘Velho Continente’, deslizava 0,44%, à espera da abertura de Wall Street. Em Lisboa, o PSI 20 contrariava a tendência, ao ganhar 0,39% impulsionado pela NOS e pela Jerónimo Martins. A operadora de telecomunicações está a beneficar de uma nota de ‘research’ do BPI que aumentou o preço-alvo dos títulos e melhorou a recomendação para ‘comprar’, o que está a fazer a empresa ganhar mais de 2%.

Em Nova Iorque, o mercado secundário sinaliza uma abertura positiva, mas segundo Hathaway, é preciso esperar para ver o que de concreto os governos dos EUA e aliados vão anunciar. Sem a clarificação da ofensiva, “os investidores não sabem como classificar” as movimentações, em termos de risco.

Entretanto, a Organização Mundial de Saúde já fez saber que há mais de 500 pessoas com sintomas de terem sido expostas a gases tóxicos, em Douma. Os mais afetados são mulheres e crianças.