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EDP desmente negociações para consolidação com a Engie

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Luis Barra

Interesse da empresa francesa foi noticiado hoje mas a elétrica portuguesa diz que não se deram "quaisquer contactos nem mantidas quaisquer negociações".

A EDP desmente que tenha havido contactos ou negociações com a energética Engie, cujo alegado interesse na elétrica nacional foi noticiado esta segunda-feira pela BFM Business.

“(...) não foram estabelecidos quaisquer contactos, nem mantidas quaisquer negociações com vista a operações de consolidação,” lê-se no comunicado enviado pela EDP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo aquele órgão de comunicação social, que cita fontes próximas da companhia francesa, há semanas que a direção financeira da francesa está a estudar o cenário. A ainda presidente da Engie, escreve aquele meio, ter-se-á reunido com o CEO da EDP, António Mexia.

Segundo a BMF Business, a decisão de avançar para uma aquisição ainda não está tomada e que, a acontecer, não deverá ser formalizada antes de 18 de maio, quando se espera que Jean-Pierre Clamadieu, atual presidente da química belga Solvay, tome posse como CEO da Engie. Em fevereiro, segundo a Reuters, Clamadieu defendeu que a Engie deveria ponderar aquisições.

Segundo o meio francês, Mexia poderia estar à procura de um parceiro no setor para travar a ascensão dos acionistas chineses (China Three Gorges e CNIC) que já controlam 28,25% da EDP e que, chegando aos 33%, são obrigados a lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a empresa.

Esta forte presença no capital é vista como podendo condicionar o avanço da operação, tal como a presença da EDP no Brasil, onde os franceses já estão com forte implantação.

Mexia foi eleito para um quinto mandato à frente da EDP na semana passada, por 99,7% dos votos dos acionistas (70% do total) presentes na assembleia-geral, que foi convocada também pelos chineses da CTG.

Na sequência da notícia da BFM Business as ações da EDP chegaram a disparar cerca de 8% nesta sessão. A Engie não quis comentar a notícia. Já em 2007 e 2013 surgiram rumores de potencial interesse da empresa francesa.

Em menos de um ano esta é pelo menos a terceira empresa europeia envolvido em notícias de alegado interesse na EDP. Primeiro foi a espanhola Gas Natural, em julho; mais recentemente a italiana Enel.