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Espanhóis da Barceló compram Nortravel

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A operação de concentração, dada a conhecer pela Autoridade da Concorrência, pode levar a Barceló ao top 3 dos maiores grupos do setor de operadores turísticos e agências de viagens do país.

A empresa turística de origem espanhola Barceló Viagens comprou o operador turístico português Nortravel. A operação de concentração é dada a conhecer esta quinta-feira, 29 de março, pela Autoridade da Concorrência (AdC), em anúncio publicado na imprensa nacional.

A aquisição – cujo valor não é conhecido - foi feita através da Escalatur, empresa do universo Barceló. A EXAME contactou a Nortravel que não se mostrou disponível para prestar declarações. Junto da Escalatur não foi também possível obter mais informações sobre o negócio.

Fundada em 1999, a Nortravel organiza e programa viagens organizadas no país e no estrangeiro (em circuito ou individuais) e vende os seus serviços através de agência de viagens. Segundo os dados da Informa D&B, tem 43 empregados e faturou 30,4 milhões de euros em 2016, exercício em que lucrou 628 mil euros.

A Escalatur, que foi comprada pela Barceló em 2001 (hoje controlada pela Barceló Business World, S.L.) foi fundada em 1985 e tem 33 colaboradores. Em 2016 faturou 21 milhões de euros e registou resultados líquidos de 895 mil euros. Em Portugal, além da Escalatur a Barceló detém ainda a EP Viajes Barceló e a Halcón Viagens, rede de 60 agências de viagens comprada em novembro do ano passado.

Há três anos a Nortravel, liderada por António Dias Gama, ocupava o quinto lugar entre as maiores empresas do setor de agências de viagens e operação turística em termos de volume de negócios, enquanto a Escalatur, cuja diretora-geral é Mafalda Bravo, estava em sétimo lugar. Considerando a faturação conjunta das duas empresas, a aquisição pode levar a Barceló Viagens/Escalatur ao top 3 das empresas com maior volume de negócios no setor, tendo em conta os dados da BDO relativos a 2015.

A nível internacional o grupo Barceló opera na área dos serviços e gere oferta hoteleira, além de ter atividades de operação turística e agências de viagens.

A AdC dá agora dez dias aos interessados na concentração de "controlo exclusivo" para fazerem chegar as suas observações sobre a operação.