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Fosun reforça no BCP

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Nuno Amado, presidente do Millennium BCP

Marcos Borga

Os chineses cumpriram a intenção de reforçar no banco português, assumida no início do mês. Ficam mais perto de chegar aos 30% a que estão autorizados.

O conglomerado chinês Fosun reforçou no final do ano passado a sua presença no capital do BCP. O aumento de participação - que passou de 25,16% em setembro de 2017 para 27,06% no fim de dezembro do mesmo ano - foi dado a conhecer esta terça-feira pelo banco liderado por Nuno Amado (na foto).

"O Banco Comercial Português, S.A. (“BCP”) informa que, na sequência da publicação dos Resultados Anuais de 2017 do Grupo Fosun, hoje efetuada, a Chiado (Luxembourg) S.à.r.l., sociedade detida pela Fosun International Holdings Ltd, detinha, à data de 31 de dezembro de 2017, uma participação de 27,06% do capital social do BCP, correspondente a 4.089.789.779 ações", lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

No início deste mês a Fosun - que está autorizada pelo Banco Central Europeu a reforçar até aos 30% na instituição -, tinha admitido à Bloomberg que a posição do gigante chinês poderia ser reforçada em breve.

A Fosun - que em Portugal detém ainda a maioria da seguradora Fidelidade e a Luz Saúde - consolida-se assim como maior acionista do BCP. O segundo maior é a angolana Sonangol, seguida da BlackRock e da EDP.

O conglomerado chinês entrou no BCP em novembro de 2016 através de um aumento de capital reservado, chegando no início aos 16,7% e com o compromisso de permanecer durante três anos - o período de indisponibilidade das ações acordado com o banco.