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Altice Labs lança prémio de inovação e expande tecnologia “made in Portugal”

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Alcino Lavrador, diretor geral da Altice Labs

Fernando Veludo / NFactos

No segundo ano do seu aniversário, a Altice Labs anunciou um prémio de inovação internacional e compromete-se a reforçar a engenharia made in Portugal no mundo, à medida que cresce nos negócios internacionais

Altice International Innovation Award é a designação para o prémio de Inovação que o grupo franco-israelita lançou esta sexta feira, no valor de 50 mil euros, no seu laboratório tecnológico de Aveiro. Será um prémio que se estenderá além fronteiras, não se restringindo somente a Portugal, mas também a França e Israel e que se quer ligado às universidades dos países em questão. As áreas a concurso abrangem as telecom, média e conteúdos, data e publicidade.

Na categoria startups, o primeiro prémio será de 50 mil euros, com a possibilidade de lançamento de um projeto piloto com o grupo Altice, durante seis meses com possibilidade de se estender por mais tempo.

Outra das categorias será a de universidades, finalistas de mestrado e doutoramento, startups em fase de incubação ( até 3 anos), com um prémio de 25 mil euros.

A informação foi divulgada durante a comemoração do 2º aniversário da Altice Labs, onde trabalham mais de 700 pessoas na investigação e desenvolvimento de soluções avançadas de telecomunicações e sistemas de informação. As candidaturas abrem hoje, 23 de fevereiro.

Para os responsáveis da Altice, o trilho aqui desenvolvido tem sido a melhor forma de levar a tecnologia “made in Portugal” a todo o mundo. “Há um reconhecimento do nosso trabalho e da engenharia portuguesa, que está já na liderança”, reconheceu Alcino Lavrador, diretor geral da Altice Labs. Prova disso é que em janeiro de 2016 desenvolviam dois projetos fora de Portugal e hoje desenvolvem 39.

“Temos tido um apoio do acionista nunca sentido antes. Armando Pereira tem sido incansável a divulgar tudo que é desenvolvido em Portugal. Temos permanentemente equipas em todos os territórios, nomeadamente em Nova Iorque”, frisou o mesmo responsável. Neste momento, “60% do negócio é feito internacionalmente”.

Desenvolver cada vez mais projetos com as universidade é o caminho, assim como com a indústria, de modo a desenvolver serviços cada vez mais de nova geração. “Queremos ir longe e por isso não vamos sozinhos, mas com universidades, startups e indústria”, disse Alcino Lavrador. Além do laboratório na Universidade de Aveiro, a Altice Labs tem já laboratórios nas universidades de Coimbra e de Tras-os-Montes.