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Economia portuguesa cresceu 2,7% na maior subida desde 2000

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PATRICIA DE MELO MOREIRA / GettyImages

Há 17 anos que o ritmo de crescimento anual da economia em Portugal não era tão elevado. Apesar disso, o último trimestre fica marcado por ligeira desaceleração.

A economia portuguesa cresceu 2,7% no ano passado na prestação mais positiva em quase duas décadas. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE) - que esta quarta-feira, 14 de fevereiro, revelou os dados em estimativa rápida - o Produto Interno Bruto cresceu em volume mais 1,2 pontos percentuais que em 2016. Em 2000 a economia tinha crescido 3,79%.

O crescimento no conjunto do ano foi influenciado pelo aumento da procura interna e pela aceleração do investimento, a que se soma uma procura líquida externa semelhante à registada em 2016, refere o instituto. A subida de 2,7% fica ligeiramente acima dos 2,6% de crescimento previstos no final do ano passado pelo Governo aquando da apresentação do Orçamento do Estado para 2018. No Orçamento de 2017, o Executivo esperava um crescimento ainda mais modesto: de 1,5%.

O último trimestre de 2017 ficou no entanto marcado por um ligeiro abrandamento em relação ao período precedente, com um crescimento homólogo de 2,4% contra 2,5% nos três meses anteriores, sobretudo devido ao efeito do investimento e do consumo privado. Já as exportações recuperaram em relação ao trimestre anterior, em que o contributo da procura líquida externa tinha sido negativo, especifica o INE.

Este foi o 17.º trimestre consecutivo de crescimento homólogo para a economia portuguesa, que iniciou esta trajetória de subidas no primeiro trimestre de 2014. Em cadeia – variação do quarto trimestre em relação ao terceiro – a economia cresceu 0,7%. Para 2018 o Governo espera, segundo o Orçamento do Estado, um crescimento de 2,2%.

Em comunicado, o Ministério das Finanças destaca a "significativa aceleração da atividade económica" em 2017 e o "contributo vigoroso das exportações de bens e serviços" no último trimestre do ano. "O Governo destaca que este crescimento económico é socialmente mais equitativo, assente na criação de emprego e numa gestão criteriosa das contas públicas," lê-se no documento.

Os valores definitivos e desagregados sobre a evolução do PIB no último trimestre do ano (resultados correntes) deverão ser divulgados no próximo dia 28 de fevereiro.