Exame

Siga-nos nas redes

Perfil

EUA pesam: bolsas tingem-se novamente de vermelho

Exame

As perdas acumuladas do último mês já superam os 6% em praticamente todos os índices europeus. O PSI 20 não é excepção.

Depois de uma ligeira acalmia na quarta-feira, os mercados preparam-se para fechar a semana com perdas, sem haver sinais de correção das quedas significativas sofridas nos últimos tempos. A pesar no sentimento dos investidores tem estado as preocupações em torno da política monetária norte-americana. É que tendo em conta que a subida da inflação já é uma realidade, espera-se para breve um movimento da Reserva Federal Americana (FED) para subir as taxas de juro.

Na Europa, os principais índices acionistas perdiam, ao início da manhã desta sexta-feira cerca de 1%, a acompanhar a tendência negativa das bolsas asiáticas – o Nikkei descia mais de 2%, na mesma altura. Em termos acumulados, as praças do ‘Velho Continente’ já resvalaram entre 6% e 9% somente no último mês. A liderar está o DAX alemão – ensombrado também, esta semana, pelas reticências sobre o acordo de Angela Merkel e Martin Schulz para formar governo – que já tombou 8,66% no último mês. O PSI 20 acumula perdas de 4,89%, enquanto a praça madrilena resvalou 6,83% nas últimas quatro semanas. O STOXX 600 regista uma desvalorização acumulada de praticamente 7%.

Também nos mercados petrolíferos a tendência é de perdas, com o preço do barril de brent – referência para Portugal – a escorregar pela sétima sessão consecutiva par aos 64,39 dólares. A Bloomberg aponta os receios sobre a crescente oferta de petróleo nos EUA como a principal razão para este desempenho negativo da matéria-prima. Recorde-se que foi há menos de seis meses, em Outubro, que o ‘ouro negro’ voltou a cotar acima dos 60 dólares, valor máximo em dois anos, refletindo a aposta da OPEP em cortar a produção da matéria-prima. Os números chegados dos EUA podem agora travar a subida dos preços, temem os analistas.

Em Lisboa, todas as cotadas negoceiam no vermelho, a acompanhar a tendência mundial, com excepção para a Jerónimo Martins, a Ibersol e os CTT , que com ganhos entre os 0,03% e os 1,08% impedem mais perdas no PSI 20. O principal índice acionista nacional perdia mais de 1%.

  • Bolsas em queda? É bom sinal

    Opinião

    O movimento de descidas nas bolsas é um sinal de que os investidores não são totalmente irracionais e estão finalmente a incorporar nas suas decisões os vários fatores que vão influenciar o valor futuro dos seus ativos.