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CGD passa de prejuízo a lucro de 51,9 milhões de euros

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Alberto Frias

Resultados de 2017 colocam "no passado os prejuízos, a incerteza e a instabilidade institucional", afirma o chairman do banco público, Emílio Rui Vilar.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) obteve lucros de 51,9 milhões de euros em 2017, depois de no ano anterior ter tido prejuízos históricos de 1.859 milhões de euros, foi hoje anunciado.

A margem financeira do banco (diferença entre juros cobrados nos empréstimos e os juros a que são remunerados os depósitos) aumentou 19% para 1.241 milhões de euros. Já as comissões líquidas cobradas subiram 3% para 465 milhões de euros enquanto os resultados de operações financeiras quase triplicaram, para 216 milhões de euros. No mesmo período os custos de estrutura caíram 7% para 1.072 milhões de euros.

O custo de financiamento reduziu-se em 327,7 milhões de euros "beneficiando em parte do cancelamento dos CoCos no âmbito das medidas de recapitalização (84 milhões de euros), que compensa a diminuição de 126,2 milhões de euros (-5,1%) sentida nos juros recebidos," lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"Em 2017, a CGD teve um resultado líquido consolidado de 51,9 milhões de euros e um resultado de exploração 'core' de 634 milhões de euros. Assim, pertencem ao passado os prejuízos, a incerteza e a instabilidade institucional", afirmou o presidente do conselho de administração do banco público, Emílio Rui Vilar, citado pela Lusa.

Os custos não recorrentes de 609 milhões de euros (redução de pessoal, reestruturação, venda de ativos e aplicação da norma IAS 29 à atividade em Angola, avaliada em 30 milhões de euros), aplicados ao resultado líquido de 677 milhões de atividade corrente resultaram então no lucro apurado de 52 milhões de euros.

Em 2016, o banco público tinha apresentado prejuízos históricos de 1.859 milhões de euros, depois de ter reconhecido um montante de 3.017 milhões de euros em imparidades e provisões. Neste exercício as non performing loans (ou crédito não performante) reduziu-se em 26%, fazendo cair o rácio deste crédito problemático de 15,8% para 12,1%. Inversamente, o nível de cobertura aumentou de 52,8% para 57,2%.

Com Lusa