Exame

Siga-nos nas redes

Perfil

Apple e Amazon com lucros recorde, dona da Google abaixo das expetativas

Exame

A prestação de contas de três das maiores tecnológicas norte-americanas trouxe máximos às vendas e ao resultado líquido da Apple e da Amazon e lucros abaixo do esperado por parte da casa-mãe da Google, penalizada por maiores despesas com publicidade e dispositivos.

No último trimestre do ano passado – o mais forte em vendas por coincidir com a época das festividades de Natal -, a Apple faturou 88,29 mil milhões de dólares, mais 12,7% que no mesmo período de 2016 graças às vendas surpresa do iPhone X, enquanto a Amazon assistiu a uma subida de 38% para os 60,5 mil milhões de dólares, na melhor prestação trimestral em oito anos, graças aos negócios de armazenamento na “nuvem” e de publicidade.

Também do lado da Alphabet o trimestre foi positivo em termos de vendas – mais 24% para 32,32 mil milhões de dólares -, mas ficou aquém do esperado pelo mercado no que diz respeito a lucros: 6.837 milhões de euros, ou 9,7 dólares por ação, abaixo dos 9,96 aguardados pelos analistas.

A pressionar os resultados da dona da Google estiveram os custos de aquisição de tráfego e as despesas em unidades inovadoras do grupo - como o negócio de condução autónoma Waymo ou de dispositivos domésticos (Nest) - que continuam a crescer, embora já a gerar menos perdas.

Já os lucros da Apple ascenderam a 20,1 mil milhões de dólares apesar de a marca da maçã reconhecer que vendeu menos aparelhos iPhone no último trimestre do ano (77,3 milhões, menos um milhão que há um ano) do que inicialmente previa. O preço mais elevado do iPhone X compensou a queda na venda de dispositivos, levando o resultado líquido a 3,89 dólares por ação, o que superou as estimativas dos analistas (3,86 dólares).

Para a Amazon, o gigante do comércio online, o trimestre foi de lucros recorde, que mais do que duplicaram no espaço de um ano, para 1.856 milhões de dólares, a beneficiar de mais adesões e maiores gastos por pares de membros da Amazon Prime, além de impactos provisionais de 789 milhões de dólares, ligados ao corte de impostos anunciado na reforma fiscal da administração Trump. São 3,75 dólares por título, o que compara com os 1,85 dólares estimados pelos analistas.

Recorde-se que recentemente a empresa liderada por Jeff Bezos (na foto) deu o tiro de partida para entrar num novo mercado – o da saúde – anunciando planos para, com outras empresas (entre as quais a Berkshire Hataway) passar a fornecer estes serviços diretamente aos seus colaboradores.